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(Arquivo) O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos

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A paz na Colômbia com as Farc está próxima, afirmou nesta quarta-feira o presidente Juan Manuel Santos antes de viajar a Cuba, sede das negociações e onde ele planeja se encontrar com o chefe máximo desta guerrilha comunista, "Timochenko".

"A paz está próxima", tuitou o presidente depois anunciar que em sua viagem a Nova York para participar da Assembleia das Nações Unidas parará em Havana para se reunir com os delegados de paz, que desde novembro de 2012 buscam colocar fim a mais de meio século de conflito interno.

"Farei escala em Havana para reunião chave com negociadores com o objetivo de acelerar o fim do conflito", escreveu Santos sobre o processo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o grupo insurgente mais antigo do continente.

Uma fonte do governo próxima aos diálogos confirmou à AFP que "Santos e Timochenko estarão juntos em um evento conjunto das duas delegações", sem fornecer mais detalhes.

"Nesta reunião, vão estar presentes o presidente (Juan Manuel) Santos, o presidente Raúl (Castro) e o comandante Timochenko", esclareceu também nesta quarta-feira uma fonte da delegação de paz da guerrilha em Havana, que pediu para não ser identificada.

Segundo esta fonte, a cerimônia será realizada às 17h00 locais (18h00 de Brasília) no salão de protocolo de El Laguito, no oeste de Havana.

Em um tuíte incomum, Santos anunciou na véspera a viagem a Havana de sua equipe negociadora, fora dos ciclos normais de negociações, "com instruções precisas de continuar avançando no tema da justiça".

Mais tarde ainda na terça-feira, durante um fórum econômico, afirmou que o acordo neste ponto certamente não deixará todos satisfeitos.

"Nem todos vão ficar felizes, mas estou certo de que no longo prazo será muito melhor, porque não importa que alguns fiquem descontentes. Ninguém pode ficar totalmente feliz, mas a mudança será muito positiva", disse Santos, citado nesta quarta-feira por meios de comunicação locais.

Esta viagem ocorre em meio aos últimos avanços que os dois grupos reconheceram publicamente sobre a justiça para os insurgentes que depuserem as armas no âmbito desta negociação.

AFP