O presidente da Assembleia Nacional Francesa, Richard Ferrand, foi indiciado na quarta-feira à noite por suspeitas de favoritismo em um contrato imobiliário, informou à AFP nesta quinta-feira a Promotoria de Lille (norte).

Depois de ser interrogado por cerca de 15 horas por um tribunal em Lille, os juízes de instrução o acusaram de apropriação indébita por suspeita de que, quando foi diretor das Sociedades Mútuas da Bretanha (1998-2012), aproveitou-se de sua posição para beneficiar sua esposa numa operação imobiliária.

Apesar do indiciamento, Ferrand recebeu o apoio do presidente francês Emmanuel Macron, do qual foi um dos principais apoiadores políticos. O presidente mantém sua "confiança" em Ferrand, que é "leal, correto e com um histórico político exemplar", disse na segunda-feira uma porta-voz do governo.

Ferrand nega qualquer irregularidade e garante que sua esposa fez a melhor oferta de fundos. Em comunicado enviado à AFP, ele disse estar "determinado a continuar com a (sua) missão" como presidente da Assembleia Nacional.

As acusações enfrentadas por esse fiel aliado do presidente Emmanuel Macron já o levaram a renunciar ao cargo de ministro da Coesão do Território em 2017, apenas um mês depois de assumir a pasta.

O caso foi arquivado alguns meses depois, abrindo caminho para Ferrand retornar à política, mas foi reaberto em 2018 após uma queixa de uma organização anticorrupção.

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