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Presidente da Bolívia convida a oposição a assumir riscos por ir às urnas na pandemia

A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, em La Paz afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. junho 2020 - 01:37
(AFP)

A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, convidou nesta sexta-feira (12) o movimento de oposição ao Socialismo (MAS), partido do ex-presidente Evo Morales, a assumir os possíveis riscos de realizar eleições gerais no próximo 6 de setembro, em meio à pandemia do novo coronavírus.

Áñez enviou uma nota - divulgada pela presidente de direita em sua conta no Twitter - ao presidente do Senado e uma integrante do MAS, Eva Copa, depois que o Congresso enviou a lei para convocar eleições para que ela fosse aprovada.

"Você e as pessoas que fizeram essa lei devem ter a honestidade de assumir publicamente a responsabilidade por essa decisão e suas possíveis consequências para a saúde dos cidadãos", diz o texto endereçado à Copa.

A lei foi resultado de um acordo político entre o MAS, que controla por grande maioria o Congresso, o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), o candidato centrista Carlos Mesa e outras forças menores.

Áñez, em sua nota, garantiu que as projeções epidemiológicas mostram que "julho e agosto serão os meses com o maior número de cidadãos infectados" da COVID-19.

O Ministério da Saúde prevê que até o final de julho a pandemia infectará cerca de 100.000 pessoas e deixará de 4.000 a 7.000 mortos no país.

Até o momento, o vírus causou mais de 16.100 infecções e já deixou 530 mortos.

Segundo a presidente, "é previsível que os eventos massivos nessas datas (como uma eleição e uma campanha eleitoral) se tornem um risco real e muito grande para a saúde e a vida dos bolivianos. Você entende?".

Logo, Áñez pediu à Copa o estudo epidemiológico que a oposição usou no Congresso para aprovar a convocação às eleições.

Copa e o MAS não responderam à nota da presidente.

Uma pesquisa realizada em março passado coloca o economista Luis Arce, apadrinhado por Morales, com 33,3% das intenções de voto, seguido pelo centrista Mesa (18,3%) e da governante de direita Áñez (16,9%).

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