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Presidente da Bolívia pede renúncia dos ministros de olho nas eleições

A presidente interina Jeanine Áñez pediu no domingo a renúncia de todos os ministros afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. janeiro 2020 - 09:32
(AFP)

A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, pediu no domingo a renúncia de todos os seus ministros, de olho na eleição presidencial de maio, na qual será candidata

Áñez, 52 anos, assumiu o posto de chefe de Estado em 12 de novembro, dois dias após a renúncia do ex-presidente Evo Morales, em um cenário de protestos sociais contra o resultado das eleições e denúncias de fraudes.

A presidente "decidiu solicitar a renúncia de todos os ministros (20) para encarar esta nova etapa da gestão de transição democrática", afirma um comunicado divulgado pela secretaria da presidência.

O texto acrescenta que é "usual que nos processo eleitoral aconteçam ajustes na equipe de trabalho do Executivo".

Existe a possibilidade de que alguns ex-ministros sejam candidatos ao Congresso ou que aconteça a saída daqueles que entraram no governo por sugestão do líder regional e candidato à presidência Luis Fernando Camacho. Este era aliado de Áñez, mas se tornou um opositor da chefe de Estado interina.

O pedido foi anunciado poucas horas depois da renúncia da ministra da Comunicação, Roxana Lizárraga, motivada pela decisão de Áñez de concorrer à presidência.

Jeanine Áñez havia declarado diversas vezes que este era um governo transitório, com o objetivo de organizar eleições gerais.

Lizárraga afirmou que o governo "perdeu seus objetivos e começou a incorrer nos mesmos males do 'masismo' (em referência ao MAS, partido de Morales) que combatemos”.

A oposição sempre criticou o fato de Morales, que chegou ao poder em 2006, ter disputado a reeleição em duas oportunidades e tentado uma terceira vez nas eleições de outubro do ano passado.

Áñez anunciou na sexta-feira a decisão de disputar a presidência em uma aliança de seu partido com o prefeito de La Paz, Luis Revilla.

A presidente interina foi criticada por romper o compromisso inicial de não disputar a presidência.

O ex-presidente Carlos Mesa, 66 anos, foi direto: "Eu respeito a presidente Áñez, mas acredito que comete um grande equívoco, pois ela não foi nomeada para se apresentar como candidata à presidência do país".

Evo Morales, refugiado na Argentina, também recordou que Áñez "prometeu não ser candidata", mas reconheceu que ela tem o direito.

Ao mesmo tempo existe uma dúvida sobre a legalidade da candidatura de Áñez. O deputado Luis Felipe Dorado, próximo a Luis Fernando Camacho, anunciou que fará uma consulta ao Tribunal Constitucional.

No domingo, o jornal 'Página Siete' divulgou uma pesquisa eleitoral.

O Movimento Ao Socialismo (MAS), partido de Morales, tem 26% das intenções de voto. O direitista Camacho e o ex-presidente Carlos Mesa aparecem empatados em segundo lugar com 17%. Áñez registra 12%.

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