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Mariano Rajoy

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O presidente regional catalão e outros três altos dirigentes pediram nesta sexta-feira um diálogo "aberto e sem condições" ao presidente do governo espanhol e ao rei, em uma carta na qual denunciam uma "repressão sem precedentes" contra o referendo de independência de 1 de outubro.

A mensagem foi transmitida em uma mensagem dirigida a Mariano Rajoy e a Felipe VI. A carta, divulgada a vários meios de comunicação, foi assinada pelo presidente catalão Carles Puigdemont, seu vice-presidente Oriol Junqueras, a presidente do Parlamento regional, Carme Forcadell, e a prefeita de Barcelona, Ada Colau.

Afirmam que se tentou "resolver com o máximo acordo e diálogo" o "evidente conflito político" entre Barcelona e Madri. Entretanto, "a resposta sempre foi uma negativa".

Segundo eles, "longe de abrir as portas ao diálogo, o Estado espanhol empreendeu uma ofensiva de repressão sem precedentes", com todo o seu arsenal jurídico contra a celebração do referendo convocado para o domingo 1 de outubro.

A carta critica nesse sentido as ações da procuradoria contra o governo catalão e vários dirigentes do Parlamento regional, e a ordem desta de citar os mais de 700 prefeitos que apoiam o referendo, sob a ameaça de detê-los caso não se apresentem ao juiz.

Diante disso, pedem ao governo de Mariano Rajoy "um diálogo aberto e sem condições", para ver de que maneira podem chegar a um acordo para que os catalães celebrem o referendo". Garantem que sua "disposição diálogo foi, é e será permanente".

O governo espanhol reiterou que não negociará a celebração de um referendo de independência na Catalunha, e insiste em que para isso os nacionalistas catalães devem promover uma reforma da Constituição espanhola. O executivo, por outro lado, está disposto a falar de questões de financiamento.

Rajoy, que é contra o referendo, estará nesta sexta-feira em Barcelona, para participar de uma reunião do seu Partido Popular.

Ele fará isso menos de 24 horas depois de os dirigentes separatistas lançaram nesta quinta-feira à noite a campanha pelo "sim" no referendo, suspenso cautelarmente pelo Tribunal Constitucional.

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AFP