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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, é visto em Bogotá, em 17 de abril de 2015

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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu nesta sexta-feira que estabeleça prazos para o processo de paz com as Farc, iniciado em 2012, dois dias depois de um ataque da guerrilha contra tropas do Exército, que deixou 11 militares mortos.

"É preciso estabelecer prazos neste processo. E se querem a paz, têm que demonstrá-lo com fatos, não com palavras. Aos nossos militares, aos nossos valentes soldados e policiais, digo-lhes: não baixemos a guarda", afirmou o presidente, ao receber a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-Hye, em visita oficial à Colômbia.

Santos, que desde novembro de 2012 celebra negociações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, comunistas), foi reeleito em junho passado com o compromisso de por um fim a cinco décadas de conflito armado, o mais antigo da região.

"A paciência se esgota", disse o chefe de Estado, ao reconhecer a "raiva" e a "dor" provocadas pelo ataque de guerrilheiros de uma coluna das Farc a uma brigada móvel do Exército no oeste do país, que deixou 11 militares mortos e 20 feridos.

"Senhores das Farc, escutem o clamor nacional. Não se façam de surdos diante dos colombianos, que gritamos: chegou a hora de acabar com a guerra", acrescentou.

Até agora, Santos, que na quarta-feira ordenou a retomada dos bombardeios contra as Farc, suspensos há pouco mais de um mês para "desescalar" a conflagração, preferia não falar de prazos ou datas, embora tenha pedido em várias oportunidades a "acelerar o processo".

As Farc, fundadas em 1964, após uma revolta camponesa e atualmente com 8.000 combatentes, iniciaram em dezembro passado uma trégua unilateral e indefinida.

Segundo analistas, este cessar-fogo já foi rompido em várias oportunidades no último vez, algo que os delegados das Farc em Cuba negam.

O conflito armado colombiano, no qual além das guerrilhas participaram paramilitares e agentes do Estado, deixou oficialmente pelo menos 220 mil mortos e mais de cinco milhões de deslocados.

AFP