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O presidente da Guatemala, Otto Pérez, participa de coletiva de imprensa, na Cidade da Guatemala, no dia 31 de agosto de 2015

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O presidente da Guatemala, Otto Pérez, negou nesta segunda-feira ter vínculos com um esquema de defraudação fiscal e garantiu que, por não ter recebido qualquer centavo, tem a consciência limpa.

Falando à imprensa, Pérez reafirmou que não renunciará ao cargo, apesar dos pedidos populares neste sentido.

Nos sábado, uma comissão especial do Congresso guatemalteco recomendou suspender a imunidade do presidente para que seja investigado criminalmente por vínculos com uma fraude milionária no sistema nacional de alfândega.

Para suspender a imunidade de Pérez, o Congresso deve convocar uma sessão e obter voto favorável de pelo menos 105 dos 158 deputados.

Espera-se que nesta segunda-feira, uma junta do Legislativo receba a recomendação e programe uma data para que todo o Parlamento tome conhecimento.

Antes de divulgar sua decisão, tomada por unanimidade, a comissão especial integrada por cinco deputados teve acesso a um informe enviado pelo presidente Pérez, no qual nega sua participação na fraude fiscal descoberta em 16 de abril.

Segundo uma investigação da Promotoria e da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), entidade ligada à ONU, o governante guatemalteco é, supostamente, um dos chefes de uma máfia denominada "La Línea", que cobrava suborno de empresários para evadir impostos.

Com base na suspeita, as duas entidades apresentaram, em 21 de agosto, denúncia à Suprema Corte de justiça, que autorizou ao Congresso iniciar o processo de retirada da imunidade do presidente.

Uma das provas que vincula Pérez à fraude é uma gravação telefônica com o ex-chefe da entidade arrecadadora de impostos, Carlos Muñoz, que está preso, e a quem ele exige mudanças de pessoal na entidade, apesar de a instituição ser autônoma.

A exigência de Pérez foi interpretada pelos investigadores como uma ingerência na entidade para colocar funcionários em cargos chave e facilitar a operação ilícita.

Na semana passada, aos gritos de "Renúncia já!", milhares de pessoas, lideradas por universitários, marcharam na capital da Guatemala para exigir a saída do presidente.

AFP