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O presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, em La Garita, Costa Rica, no dia 30 de abril de 2015

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O presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, admitiu nesta quarta-feira que seu Partido Nacional (PN, direita) recebeu dinheiro desviado da Previdência Social, em um escândalo de corrupção que desatou uma onda de protestos no país para exigir sua renúncia.

"Como todos, nós estamos indignados" com isto, declarou Hernández, que defendeu uma investigação "até as últimas consequências" por parte da procuradoria.

Em entrevista concedida a três jornalistas da imprensa hondurenha, o presidente explicou que foi informado do desvio de um valor equivalente a 136 mil dólares após determinar uma investigação contábil sobre o Partido Nacional.

"Não chega a três milhões de lempiras (136 mil dólares)" o dinheiro que o PN recebeu do Instituto Hondurenho de Previdência Social (IHSS), minimizou Hernández.

A oposição acusa o presidente de ter recebido 90 milhões de dólares de mais de 300 milhões desviados do IHSS para sua campanha eleitoral de 2013.

Na semana passada, mais de 5 mil pessoas protestaram na capital para exigir a renúncia de Hernández, o que deflagrou uma onda de manifestações em diversas cidades do país.

"As pessoas têm o direito de ocupar as ruas para exigir a condenação dos que cometem atos de corrupção", disse o presidente na entrevista.

O Congresso nomeou uma comissão de deputados para verificar os progressos nas investigações, que deverá apresentar um relatório nesta quinta-feira.

AFP