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Santos concede uma entrevista à AFP no palácio presidencial, em Bogotá

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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, descartou retomar a fumigação aérea para combater plantações ilícitas no país sul-americano, líder mundial da produção de coca e cocaína.

Em uma entrevista à AFP na segunda-feira, o presidente rejeitou retomar a aspersão aérea com glifosato contra estes cultivos, que a Colômbia interrompeu no ano passado depois que a Corte Constitucional estabeleceu que, diante de indícios de um possível dano à saúde, deveria ser aplicado "o princípio de precaução" e ordenou a suspensão do uso da substância.

"Não podemos. Isso é uma decisão da Corte Constitucional. Isso não está nas mãos do Executivo", disse Santos sobre o pedido do procurador Néstor Humberto Martínez de "considerar explicitamente a conveniência de retomar a aspersão aérea".

"A transição a uma paz estável e duradoura exige que as autoridades façam um esforço monolítico para erradicar o flagelo dos cultivos ilícitos", escreveu Martínez em uma carta ao ministro da Justiça, Jorge Londoño, divulgada no domingo.

No acordo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para acabar com meio século de conflito armado, que precisa ser aprovado em um referendo em 2 de outubro para se tornar efetivo, as partes se comprometem a um trabalho conjunto contra o narcotráfico.

"As fumigações são como 'enxugar gelo' porque nós chegávamos, fumigávamos ou erradicávamos com soldados e policiais e, assim que íamos embora, começavam a semear, inclusive com variedades mais produtivas", explicou Santos, ao apontar que o ano de maior fumigação foi 2007, e que no ano seguinte foi registrado o maior aumento da produção de cocaína.

O presidente destacou que, "com a colaboração das Farc", será possível "fazer uma substituição de cultivos ilícitos verdadeiramente estrutural. Poderemos chegar com o Estado a estas zonas e a possibilidade de que continuem renovando as plantações vai diminuir".

Nos últimos anos os cultivos de coca duplicaram na Colômbia, cuja superfície alcançou níveis não vistos desde 2007, disse o Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC) em seu último relatório, apresentado em julho.

O governo reconheceu na época que a interrupção das fumigações aéreas podia "ter incidido" na alta das áreas cultivadas. Para os opositores ao processo de paz esta suspensão é vista como uma concessão de Santos às Farc.

A Colômbia é o primeiro produtor mundial de folha de coca, com 96.000 hectares de plantações, e também o maior produtor de cocaína, com 646 toneladas em 2015, indicou a ONU.

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AFP