Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Estudantes e professores protestam contra reforma educacional em Santiago em 11 de junho de 2015

(afp_tickers)

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, afastou neste sábado de seu cargo seu ministro da Educação, Nicolás Eyzaguirre, em meio à implementação de uma questionada reforma educacional e de uma série de ajustes no governo para reverter a queda de sua popularidade.

Pouco mais de um mês depois de ter realizado uma profunda mudança de gabinete, que incluiu a saída de seu grupo de assessores mais próximos, entre eles seu ministro do Interior, Rodrigo Peñailillo, Bachelet voltou a realizar ajustes.

Em uma jogada inesperada, a presidente removeu Eyzaguirre e nomeou em seu lugar Adrianda Delpiano, ex-diretora de uma fundação dedicada a melhorar a educação.

"Decidi designar Adriana Delpiano como ministra da Educação", disse. Ela deverá "continuar o trabalho de uma equipe que avançou substantivamente no complexo, mas firme caminho de melhorar o acesso e a qualidade na educação do Chile", afirmou Bachelet em uma mensagem breve e surpreendente no palácio do governo neste sábado.

Ex-ministro da Fazenda do governo de Ricardo Lagos (2000-2006) e diretor do departamento para América Latina do FMI, Eyzaguirre não deixará o governo. Foi nomeado como ministro secretário-geral da Presidência, um cargo que permanecia vago há 20 dias desde a renúncia do ministro Jorge Insunza, em meio a um escândalo de corrupção.

Em sua nova função, Eyzaguirre - considerado um dos homens de mais confiança de Bachelet - deverá coordenar o trabalho legislativo do governo.

"A ministra Adriana Delpiano vai continuar um trabalho que se encontra no legislativo. Aqui há uma continuidade das políticas e um aprofundamento do diálogo", explicou a porta-voz em funções do governo, Javiera Blanco.

Ansiada reforma

Bachelet chegou ao poder há 15 meses com a promessa de acabar com o sistema legado da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), que reduziu à metade a participação pública e fomentou a participação privada, que hoje controla grande parte da educação.

Sua promessa encheu de ilusão grande parte da sociedade chilena, que há anos exige o fim de um dos sistemas mais caros e desiguais do planeta para instaurar educação pública, gratuita e de qualidade.

Mas a implementação da reforma educacional foi mais complexa do que o esperado. Há mais de um mês, dezenas de milhares de estudantes marcham uma vez por semana pelas ruas de Santiago exigindo mudanças mais profundas, enquanto o sindicato de professores completa 27 dias de greve indefinida.

Os professores exigem que o governo de Bachelet retire do Congresso um projeto de lei de "nova carreira docente", que vincula aumentos salariais a avaliações periódicas de desempenho.

"Todos ficamos um pouco surpresos (com o anúncio), mas me parece positiva a saída de Eyzaguirre, que não teve vontade de diálogo", afirmou à rede CNN Chile Valentina Saavedra, presidente da poderosa Federação de Estudantes da Universidade do Chile, na liderança das grandes manifestações que Bachelet precisou enfrentar nas últimas semanas.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP