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Lenín Moreno, em Quito, em 10 de março de 2017

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O presidente recém-empossado do Equador, Lenín Moreno, disse nesta segunda-feira que manterá o asilo outorgado ao fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, embora não concorde com sua atividade como 'hacker'.

"O senhor Assange é um hacker, é algo que nós rechaçamos. Em forma particular o rechaço, mas volta a afirmar: respeito a condição em que está" refugiado na embaixada equatoriana em Londres, disse Moreno em um encontro com a imprensa.

O presidente, que assumiu o poder na semana passada, garantiu que "respeitará" o asilo outorgado em 2012 por seu antecessor, Rafael Correa, ao fundador do WikiLeaks, site especializado no vazamento de documentos oficiais.

No dia 19 de maio, a Suécia decidiu arquivar um processo por estupro contra Assange.

Após a decisão sueca, a Polícia britânica afirmou deterá Assange caso ele deixe a missão diplomática equatoriana por ter violado em 2012 sua liberdade condicional ao se refugiar neste lugar, um delito punido com um ano de prisão.

Moreno informou que Londres não concordou em conceder o salvo-conduto para que Assange possa deixar a embaixada equatoriana e "deslocar-se ao país no qual deseja residir".

"Parece que o governo britânico não vai conceder, não vai permitir que se conceda esse salvo-conduto, motivo pelo qual o senhor Assange pode continuar na embaixada do Equador e nós vamos respeitar essa condição", manifestou Moreno.

Assange argumenta que sua extradição à Suécia é uma manobra para ser entregue aos Estados Unidos, onde poderia ser julgado pela publicação de documentos militares e diplomáticos confidenciais.

Washington não confirmou nem negou se tem um processo aberto contra Assange.

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