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O presidente do banco HSBC, o escocês Douglas Flint, alertou nesta sexta-feira que a vitória do 'sim' no referendo de independência da Escócia pode se traduzir em uma fuga de capitais

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O presidente do banco HSBC, o escocês Douglas Flint, alertou nesta sexta-feira que a vitória do 'sim' no referendo de independência da Escócia pode se traduzir em uma fuga de capitais.

Em um artigo que publicou a título pessoal no jornal britânico The Daily Telegraph, Flint estima que qualquer opção que o governo escocês escolha para sua nova moeda um dia após votar a favor de sua independência "será complexa e cheia de perigos".

"Na pior das hipóteses, a incerteza sobre as disposições monetárias da Escócia podem propiciar uma fuga de capitais do país, deixando seu sistema fiscal em um estado perigoso", escreveu Flint, que se descreve no artigo como um escocês no exílio.

Os independentistas, liderados pelo chefe de Governo regional Alex Salmond, querem seguir usando a libra se vencerem o referendo de 19 de setembro. Também desejam ter um papel na instituição responsável pela política monetária, o Banco da Inglaterra, ao estilo da Eurozona.

Mas os três principais partidos britânicos - conservador, trabalhista e liberal - se comprometeram a impedi-lo nas negociações posteriores a uma eventual vitória do 'sim' no referendo.

Diante deste panorama, os defensores da independência descartaram criar uma nova divisa ou se somar ao euro, razão pela qual a opção mais plausível seria utilizar a libra esterlina como o Equador e o Panamá usam o dólar, uma possibilidade que já foi batizada de "esterlinização".

Em resumo, diz Flint, a independência abre um período de incerteza que não compensa as atuais vantagens de pertencer ao Reino Unido.

"Aqueles que sugerem renunciar às vantagens do status quo estão propondo dar um grande passo à incerteza econômica: sabemos ao que renunciamos, mas o resultado é imprevisível".

A menos de um mês do referendo, as pesquisas apontam para uma vitória clara dos defensores da permanência da Escócia no Reino Unido.

AFP