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Julio Borges, no dia 11 de maio de 2017

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O presidente da Assembleia venezuelana, o opositor Julio Borges, buscou nesta quarta-feira aliados contra o "golpe de Estado" que, em sua avaliação, representa a convocação de uma Constituinte, em uma reunião com seu contraparte no Parlamento Europeu, a quem pediu sanções contra funcionários de seu país.

"A ideia da Assembleia Constituinte não é outra senão a de prolongar o golpe de Estado na Venezuela", declarou Borges, em coletiva de imprensa, após se reunir com Tajani, que o recebeu com um aperto de mão amistoso.

A Venezuela atravessa uma grande tensão política desde o início dos protestos da oposição contra Maduro em 1º de abril, e que já deixaram 60 mortos e mais de mil feridos, de acordo com a Procuradoria, e cerca de 3.000 presos, segundo a ONG Foro Penal.

Após dois meses de manifestações e distúrbios, a oposição não alcançou seu objetivo, uma mudança de governo. O presidente venezuelana anunciou, ainda, a eleição, em julho de uma Assembleia Constituinte, à qual a oposição não optará por considerá-la "uma fraude".

Nesse contexto, Borges buscou em sua visita a Bruxelas o apoio de seu contraparte no Parlamento Europeu, muito crítico no passado a Maduro, e para quem a convocação de uma Constituinte também é "um novo golpe de Estado com o único objetivo de consolidar este regime autoritário".

Para a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, Borges "ultrapassou todos os limites imagináveis da imoralidade e entrega, ao pedir sanções ao Parlamento Europeu contra a Venezuela".

"Só procura a entrega da Venezuela e o sofrimento do povo", indicou em sua conta no Twitter.

Caracas qualificou no passado de "intervencionista" o Parlamento europeu e seu presidente e, na segunda-feira, o vice-ministro venezuelano para a UE, Yván Gil, afirmou, em Bruxelas, que tinham um "efeito negativo" no país, porque "alimentam a violência".

A União Europeia reiterou nos últimos meses sua preocupação com a situação na Venezuela e pediu para Caracas libertar "presos políticos", aceitar a entrada de ajuda humanitária e convocar eleições, embora o Parlamento Europeu costume adotar uma posição mais firme que o restante das instituições comunitárias.

Numa resolução em abril, o Parlamento Europeu condenou a "brutal repressão" na Venezuela. Caracas acusou de "ingerência" a Eurocâmara e seu presidente.

A UE expressou várias vezes sua preocupação com a Venezuela e pediu que o governo liberte os presos políticos, aceite a entrada de ajuda humanitária e convoque eleições.

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AFP