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O presidente peruano, Ollanta Humala, participa de coletiva de imprensa, em Lima, no dia 2 de março de 2015

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O presidente peruano, Ollanta Humala, admitiu nesta segunda-feira que recebeu fundos da Venezuela em 2005 para sua campanha eleitoral, mas afirmou que eles eram legais - e denunciou uma campanha contra sua esposa, Nadine Heredia.

"Estão fazendo uma perseguição, é uma coisa tirada do nada e exagerada (...) Trata-se de uma colaboração de empresários venezuelanos e de outros países, com certeza, mas não tem nada de ilegal", disse Humala em declarações à imprensa.

No último domingo, a imprensa peruana informou que tanto a mãe da primeira-dama como uma amiga próxima, receberam em suas contas bancárias um total de 87.451 dólares em 2005 da empresa venezuelana Kaysamak, de propriedade de um empresário a quem a imprensa vincula como próximo ao chavismo.

"Neste ano nós ainda nem tínhamos partido. Em 2005, este coletivo recebeu colaboração. Fizemos isso de forma bancarizada, para que não houvesse dúvidas", agregou Humala.

Os antecedentes foram apresentados por um procurador para justificar a reabertura da investigação sobre Heredia por suposta lavagem de dinheiro, que foi fechada em 2009.

O advogado de Heredia, Roy Gates, explicou à imprensa que o envio de dinheiro a contas de pessoas ligadas à primeira-dama ocorreu porque no primeiro momento o partido não existia e não tinha contas próprias.

Ele esclareceu que, na medida em que não era um partido político oficialmente criado, não tinha a obrigação de declarar suas rendas às instâncias eleitorais.

Humala, que foi explicitamente apoiada pelo hoje falecido presidente venezuelano Hugo Chévez, fez uma aliança com outra legenda nas presidenciais de 2006, quando perdeu para Alan Garcia.

Após afastar-se de Chávez e do discurso radical de esquerda, voltou a se candidatar ao cargo em 2011, quando foi eleito.

AFP