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Reinaldo Pared Pérez, em Santo Domingo, em 16 de março de 2017

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O presidente do Senado da República Dominicana, Reinaldo Pared Pérez, negou nesta quinta-feira ter vínculos com a Odebrecht, ao ser interrogado pela Procuradoria sobre o escândalo de subornos da empreiteira.

"Na minha presidência nunca houve nenhuma tentativa de suborno para a aprovação de qualquer obra", disse à imprensa Pared Pérez após sair do escritório do procurador-geral, Jean Rodríguez.

O chefe do Legislativo foi interrogado por quase três horas sobre a aprovação na Câmara de empréstimos internacionais usados em contratos de obras públicas feitas pela Odebrecht no país.

Marcelo Odebrecht admitiu em dezembro ter pago 788 milhões de dólares a funcionários para obter contratos em 12 países, incluindo 92 milhões na República Dominicana.

Há denúncias de superfaturamento dos custos.

"Estava esperando que me citassem e havia solicitado porque entendo que, se houvesse superfaturamento e algo irregular, os responsáveis deveriam ser submetidos à Justiça", afirmou Pared Pérez.

A Procuradoria assinalou em um boletim que sua declaração pode fornecer dados úteis para a investigação do Ministério Público.

Pared Pérez foi acusado de saber sobre obras superfaturadas por um companheiro do Partido da Libertação Dominicana (PLD), Félix Jiménez. Segundo a informação, o assunto foi discutido no Comitê Político dessa organização.

"Eu não sei em que reunião, e não faltei a nenhuma do Comitê Político, em que isto foi tratado (...). Apenas uma vez foi falado sobre a Odebrecht", disse o presidente do Senado.

De acordo com Pared Pérez, foi debatido nessa ocasião sobre a estrada El Coral - que liga as localidades turísticas de La Romana e Punta Cana - porque Jiménez, então ministro do Turismo, "estava interessado na construção de outra rota".

O enfrentamento entre as duas figuras do partido governante multiplica a polêmica pelo escândalo da Odebrecht, enquanto o presidente Danilo Medina promete que os envolvidos em subornos serão submetidos à Justiça.

AFP