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O presidente do Tribunal Supremo de Justiça venezuelano Maikel Moreno, em Caracas

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O presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela, Maikel Moreno, denunciou nesta quinta-feira (31) que funcionários corruptos exigiam dinheiro em seu nome em troca de favorecer pessoas sendo processadas.

Pelo menos um juiz e dois advogados estão envolvidos nessa "rede de extorsão", motivo pelo qual uma corte de controle de Caracas ordenou sua captura, de acordo com um comunicado do TSJ.

"O grupo de acusados usou meu nome e o de outros magistrados para solicitar quantias em dinheiro e ser favorecido em decisões judiciais", tuitou Moreno.

O TSJ indicou que não descarta que essas pessoas estejam ligadas a uma suposta rede que operava no Ministério Público e extorquia empresários do setor petroleiro corruptos, em troca de não acusá-los.

Segundo o procurador-geral, Tarek William Saab, esse grupo seria liderado pelo deputado Germán Ferrer, marido de sua antecessora no cargo, Luisa Ortega. Ela nega as acusações.

Luisa fugiu para a Colômbia há duas semanas com o marido, alegando sofrer uma perseguição política.

Desde então, a ex-procuradora aumentou as denúncias contra o presidente Nicolás Maduro, que estaria, segundo ela, envolvido no escândalo de corrupção da construtora Odebrecht.

O TSJ informou que estão em andamento outros "procedimentos para desmantelar esses grupos de extorsão".

Segundo Moreno, logo que soube do caso, transferiu-o para a Direção de Contrainteligência Militar. Esse órgão conta com um grupo especializado, pelo qual canaliza as denúncias que recebe em seu gabinete.

Doutor em Direito Constitucional e ex-policial, o magistrado assumiu a presidência do TSJ em fevereiro passado.

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AFP