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William Ruto, à esquerda, junto ao presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, durante um ato político no dia 26 de junho

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O presidente em fim de mandato, Uhuru Kenyatta, liderava nesta terça-feira com ampla vantagem as eleições no Quênia contra o seu opositor Raila Odinga, segundo os resultados parciais, ao fim de um dia de votação sem incidentes.

Dos 9,8 milhões de votos contabilizados pela Comissão Eleitoral (IEBC) - ou seja, a metade dos 19,6 milhões de eleitores habilitados - o presidente Kenyatta, no poder desde 2013, recebeu 55,21% dos votos, contra 44% para Odinga, se impondo com uma vantagem de 1,1 milhão de votos.

No entanto, a oposição rechaçou os resultados parciais. Segundo o senador James Orengo, do partido Super Aliança Nacional, os números anunciados carecem de validade por não estarem respaldados por documentos correspondentes da Comissão Eleitoral.

Para vencer no primeiro turno, um candidato deve obter a maioria absoluta e mais de 25% dos votos em, pelo menos, 24 dos 47 condados do país.

Na noite desta terça-feira, a comissão eleitoral ainda não havia divulgado a porcentagem de participação. Outros seis candidatos de menor expressão estavam na disputa, mas os seus votos não representavam mais de 1% do total, de acordo com a parcial da Comissão Eleitoral.

"Entramos agora na fase mais crítica do ciclo eleitoral", advertiu à noite o diretor da IEBC, Wafula Chebukati, pedindo que os cidadãos sejam pacientes.

"Quanto mais tarde anunciarem os resultados, mais nervosas ficarão as pessoas. A expectativa é muito alta em ambos os grupos, convencidos de que vão ganhar, e, portanto, será fundamental a forma como lidarão com essa expectativa", considerou Katherine Njoroge, eleitora de 39 anos que votou em Nairóbi.

Excetuando-se 20 mesas de votação na região de Turkana que ficaram com o acesso comprometido por conta das fortes chuvas e de alguns atrasos em sua abertura, a eleição ocorreu sem incidentes na maior parte das 41.000 seções eleitorais.

Também estão sendo eleitos governadores, deputados, senadores e representantes locais.

AFP