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O presidente francês, Emmanuel Macron, faz discurso durante visita em Tourcoing

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Emmanuel Macron apresentou nesta terça-feira uma série de medidas contra a pobreza e o extremismo religioso nos maltratados subúrbios franceses, em resposta aos que o chamam de "presidente dos ricos".

Mais policiais, ajudas adicionais para as mães solteiras e incentivos para as empresas que contratarem trabalhadores das zonas desfavorecidas são algumas das propostas de Macron para combater o abismo que separa as grandes cidades e suas periferias.

"Quero que o rosto de nossos bairros tenha mudado daqui até o fim do mandato", anunciou, detalhando que estabelecerá um "plano de mobilização geral" antes de fevereiro de 2018.

Após ser criticado por não ter se lembrado dos subúrbios desde sua eleição, o presidente francês fez este discurso em uma das cidades mais pobres da França - Tourcoing -, perto da fronteira com a Bélgica.

Por isso, escolheu um local emblemático da renovação urbana: uma antiga área industrial transformada em um centro de empresas audiovisuais e de videogames.

"Ter uma cidade e uma vida lindas não é luxo. Não tem que ser só para os mais ricos", disse o presidente.

Entre as propostas de Macron está um sistema de benefícios para empresas que contratarem funcionários de bairros menos favorecidos. Essas medidas começarão a ser testadas no ano que vem em sete aglomerações da periferia de Paris, além de Lille e Marselha.

Os subúrbios também verão a mobilização de 10.000 novos policiais, segundo prometeu o presidente francês, assim como mais investimentos nos transportes.

O chefe de Estado quer reverter a imagem de "presidente dos ricos", especialmente depois de reformar o imposto às fortunas, que reduziu substancialmente o que deve ser pago pelos mais endinheirados.

Também foi criticado por reduzir o número de empregos subsidiados, dispositivo que alguns consideram cruciais para ajudar os mais pobres nos bairros desfavorecidos.

Entretanto, Macron insiste que seu programa de cortes de impostos beneficiará as famílias de classe média e baixa.

"Não sei o que quer dizer 'ter uma política para os ricos'", insistiu nesta terça-feira. "O que sei é que quando não há uma economia que faz o país avançar (...) os bairros com problemas não vão bem".

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AFP