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Presidente mexicano diz que proteção em frente ao palácio presidencial 'não são por medo' das feministas

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. março 2021 - 19:20
(AFP)

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, afirmou neste sábado (6) que as cercas de metal com as quais o palácio presidencial foi protegido diante das manifestações de 8 de março não são "por medo", mas para evitar "provocações".

Enormes barricadas, com cerca de três metros de altura, foram colocadas na sexta-feira ao redor do Palácio Nacional e de outros edifícios emblemáticos da Cidade do México, incluindo o Palácio de Belas Artes, onde acontecerá a marcha comemorativa do Dia da Mulher.

"Não se confunda, não é medo. (...) Não é por isso que estão colocando (as cercas), é para que não haja provocação", ressaltou López Obrador durante compromisso oficial no estado de Yucatán.

No México, onde uma média de dez mulheres são assassinadas por dia - segundo dados oficiais - as manifestações feministas são frequentes, culminando em pichações em prédios públicos e monumentos históricos, além de ataques a policiais.

"É nossa obrigação garantir paz e tranquilidade, sem repressão (...). Prefiro essa proteção do que forças de segurança e mulheres protestem frente a frente", acrescentou López Obrador.

O líder esquerdista garantiu que defende os direitos das mulheres e que os protestos são organizados por seus adversários políticos.

"Eles têm todo o direito de protestar, de se manifestar, mas há muita provocação, (há) muitas pessoas que se infiltram e procuram causar danos, usam a violência como forma de protesto", afirmou.

A marcha de segunda-feira na capital mexicana e em outras cidades do país junta-se a outros protestos em todo o mundo para comemorar o Dia Internacional da Mulher.

Os protestos no México acontecerão em meio à fúria de grupos feministas pelo apoio que o presidente mexicano deu a um candidato governista que pleiteia o cargo de governador do estado de Guerrero, acusado de estupro por várias mulheres.

"México, o país onde paredes, monumentos e edifícios são mais cuidados do que a vida das mulheres", escreveu a deputada feminista Martha Tagle no Twitter.

Cerca de 967 mulheres foram vítimas de feminicídio no México no ano passado, segundo dados oficiais.

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