O presidente iraniano Hasan Rohani defendeu nesta quarta-feira a libertação dos "inocentes" detidos em conexão com o movimento de protestos que afetou o Irã em novembro após o anúncio surpresa de um aumento acentuado no preço da gasolina.

"De todas as pessoas que foram presas, é claro que existem pessoas inocentes e devem ser libertadas", disse Rohani em discurso transmitido pela televisão pública.

"Alguns cometeram crimes, outro não. (Por exemplo) alguém pôs fogo em pneus; não devemos mantê-lo preso por isso", afirmou.

Centenas de pessoas foram presas nos protestos ocorridos em em meio a uma grave crise econômica.

No entanto, o número de pessoas detidas permanece desconhecido.

"O que eles fizeram não foi certo, mas não devemos ser rigorosos com essas pessoas", acrescentou Rohani.

"O caso dos criminosos deve ser tratado estritamente aplicando a lei. Isso inclui aqueles que participaram de maneira organizada desses incidentes", disse o presidente iraniano.

Até agora, as autoridades confirmaram apenas cinco mortes nesses tumultos - 4 membros da polícia e um civil - enquanto a ONG de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional estima que pelo menos 208 pessoas morreram na repressão .

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