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O presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, em Brasília, no dia 19 de maio de 2015

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O Uruguai vive nesta quinta-feira a primeira greve geral de trabalhadores desde a posse do presidente Tabaré Vázquez, em 1º de março, uma medida adotada pelos sindicatos que reivindicam aumento salarial e do orçamento do Estado.

Montevidéu amanheceu com um grande movimento de veículos particulares e sem transporte público, reduzido a serviços "de emergência".

A paralisação afeta toda a administração pública e o setor bancário, a educação pública e privada e o setor de saúde, que só atenderão situações de urgência.

A central sindical PIT CNT, que organiza a greve, espera uma adesão de um milhão de trabalhadores, em um país de 3,4 milhões de habitantes.

O Uruguai enfrenta um período de certa tensão econômica, em um contexto regional difícil e com uma queda constante de suas exportações.

Nos últimos 12 meses o país acumula 9,02% de inflação, um número muito acima da meta oficial de 3-7% anual, o que se reflete no aumento dos preços dos produtos básicos de consumo.

A greve está sendo criticada pelas câmaras do comércio e industrias.

AFP