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Presidentes de Argentina e Chile conversam após protesto de Santiago

Presidente da Argentina, Alberto Fernández afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. abril 2020 - 20:26
(AFP)

Os presidentes da Argentina, Alberto Fernández e do Chile, Sebastián Piñera, conversaram por telefone nesta segunda-feira, após o protesto de Santiago que acusou Buenos Aires de ingerência argentina em seus assuntos internos, informou o governo em comunicado.

"Além de qualquer diferença, precisamos nos unir nesses momentos difíceis em que estamos passando pela pandemia", disse Fernández a Piñera, segundo a presidência argentina.

No domingo, o Ministério das Relações Exteriores chileno acusou Fernández de ter interferido durante uma chamada de vídeo com políticos da oposição chilena, a quem ele pediu para "resolver as diferenças para recuperar o poder".

Essas declarações "constituem uma ingerência nos assuntos internos do Chile", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

Os presidentes conversaram nesta segunda-feira por cerca de 45 minutos em que concordaram em continuar "colaborando em questões de interesse comum para facilitar o trânsito de pessoas e cargas através das passagens de fronteira com todas as medidas de precaução sanitária", afirmou a presidência argentina.

Fernández e Piñera concordaram que o impacto do coronavírus "mudou a economia" e que os dois países estão enfrentando "os mesmos dois adversários: a pandemia e a recessão".

Na videoconferência da última sexta-feira, no âmbito de uma reunião do Grupo Puebla, participaram políticos reconhecidos da esquerda chilena, como José Miguel Insulza, ex-secretário geral da OEA e atual senador do Partido Socialista, e ex-candidato à presidência Marco Enríquez Ominami, do PRO.

Fernández, no poder desde dezembro passado, é o principal líder do Grupo Puebla, criado no ano passado e no qual participam ex-governantes como Dilma Rousseff e Ernesto Samper, além de outros líderes da esquerda latino-americana.

"Vamos manter nosso bom relacionamento, que é essencial", disse Piñera de Fernández, segundo a declaração argentina.

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