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O premier japonês, Shinzo Abe

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A pressão aumenta ao redor do governo do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, abalado por um caso de favorecimento, com pedidos de renúncia para o ministro das Finanças, críticas da oposição e popularidade em queda.

Abe e o ministro das Finanças, Taro Aso, pediram desculpas pelo de documentos que foram falsificados antes da apresentação ao Parlamento, mas não conseguiram reduzir as críticas.

"Alterar documentos oficiais é um ato que abala os fundamentos da democracia", afirma o jornal Asahi, que revelou o escândalo, relacionado à venda, a um preço reduzido, de um terreno que pertencia ao Estado.

O terreno foi negociado com o diretor de uma escola nacionalista que tem ligações com o primeiro-ministro e sua esposa, Akie Abe.

O caso provocou a demissão de um alto funcionário do ministério das Finanças. Outro funcionário da pasta foi encontrado morto na sexta-feira, um aparente caso de suicídio, e a família exigiu explicações das autoridades.

Taro Aso voltou a descartar a possibilidade de pedir demissão. Perguntado sobre o tema, o porta-voz do governo, Yoshihide Suga, defendeu o ministro e disse que "ele já falou ontem e não aconteceu nenhuma mudança".

Mas ele pode não comparecer à reunião de cúpula do G20, em 19 e 20 de março em Buenos Aires.

"Tudo depende da situação no Parlamento", disse o porta-voz.

Os deputados da oposição boicotaram os debates e exigiram o comparecimento dos principais nomes do escândalo, como a esposa do primeiro-ministro.

A oposição ameaça prosseguir com a ofensiva em busca da "verdade". Na segunda-feira à noite aconteceram manifestações contra Shinzo Abe.

Uma nova pesquisa, divulgada pelo canal público NHK, confirmou o impacto do escândalo na popularidade do governo, que registra o menor nível desde as eleições legislativas de outubro de 2017 (44%, dois pontos a menos que em fevereiro).

A situação "compromete as chances de Abe de obter um terceiro mandato como líder do Partido Liberal Democrata (PLD) em setembro", advertiu o analista Tobias Harris, vice-presidente do centro de pesquisas Teneo Intelligence.

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AFP