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Trump discursa na Assembleia Geral da ONU, em Nova York

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O presidente americano, Donald Trump, saberá na noite desta terça-feira se suas habilidades de persuasão são suficientes para que seu candidato, que perde nas pesquisas, vença na primária republicana do Alabama.

Paradoxalmente, nesta eleição o ex-assessor estratégico da Presidência, Steve Bannon, que abandonou a Casa Branca em agosto, faz campanha contra o candidato do presidente para salvar o "Trumpismo".

Os eleitores republicanos do Alabama, reduto conservador do sul dos Estados Unidos, são chamados a eleger entre dois homens nesta primária até a eleição parcial do Senado, votação acompanhada a nível nacional.

Trump optou por apoiar Luther Strange, senador nomeado temporariamente em fevereiro para ocupar uma cadeira vazia e candidato oficioso do Partido Republicano e dos "caciques" do Congresso.

Contra ele está o herói local da direita religiosa, o polêmico magistrado ultraconservador Roy Moore, favorito de um grupo de figuras "trumpistas", entre elas Steve Bannon, o ex-conselheiro Sebastian Gorka, além da ex-candidata à vice-presidência Sarah Palin.

As pesquisas apontam para a vitória de Roy Moore com 52% das intenções de voto contra 42%, apesar do visível apoio de Trump nas últimas semanas no Twitter e em aparições públicas.

Antecipando um possível fracasso, o presidente americano se questionou se havia tomado a decisão certa.

"Para ser honesto, provavelmente cometi um erro", disse em um comício na sexta-feira.

"Se Luther não vencer vão dizer que o presidente dos Estados Unidos não foi capaz de fazer o seu candidato ganhar. É terrível, um terrível momento para Trump", declarou.

E acrescentou: "se seu adversário vencer, farei campanha para ele como nunca" na eleição seguinte.

- A cruzada de Bannon -

A disputa é mais uma batalha de personalidades do que ideológica. Nenhum dos dois candidatos corresponde ao perfil "trumpista" típico, embora ambos digam querer defender o presidente.

Luther Strange é um conservador clássico, político de carreira, que não é rebelde e prometeu lealdade ao magnata republicano. Já Ray Moore reitera que Strange será uma marionete do chefe da maioria no Senado, Mitch McConnell, inimigo declarado de Bannon.

O ex-assessor declarou guerra aos republicanos que, segundo ele, querem manter o status quo e desviar o programa populista de Donald Trump. Para exemplifica, mostra a batalha quase perdida no Congresso de derrogar a lei de cobertura de saúde de Barack Obama, por conta das deserções republicanas, e a resistência ao projeto de construção do muro na fronteira com o México.

"Supõe-se que os partidários fiéis de Trump não o desafiem. Estamos aqui para apoiá-lo. A melhor maneira de conseguir isto é eleger alguém que defenderá o presidente", explicou Bannon à emissora Fox News na noite de segunda.

"As elites me desprezam", disse o novamente coordenador do site Breitbart. "Acham que sou ruim, que sou perigoso. Levo esse desprezo como um símbolo de orgulho. Eles ajudaram a destruir esse país. Cometeram um crime econômico contra os trabalhadores e as trabalhadoras do coração deste país".

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AFP