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Pessoas inauguram monumento em homenagem às vítimas dos ataques terroristas de Paris e Bruxelas, em Molenbeek, no dia 8 de novembro de 2016

(afp_tickers)

Uma prima de Mohamed Abrini, suspeito-chave dos atentados de Bruxelas em 2016, apelidado de "o homem do chapéu", tentou encontrar um recrutador de combatentes extremistas na Síria, antes de ser detida na Grécia, indicou nesta quarta-feira à AFP uma fonte próxima do caso.

A jovem "H. Abrini", de 22 anos, foi extraditada da Grécia para a Bélgica depois de ser presa em Corfou, após um mandato de prisão ter sido emitido pela Europol. Uma fonte policial indicou, em 21 de agosto, que ela era suspeita de terrorismo.

Segundo a emissora belga RTL-TVI, Abrini compareceu ao tribunal de Liège, no leste da Bélgica, que ainda deve decidir se mantém ou não sua prisão.

A Justiça belga suspeita que ela tenha tentado se juntar às fileiras dos combatentes de uma organização terrorista, de acordo com uma fonte belga próxima ao caso.

"A infração é clara, mas é mais uma menina perdida que qualquer outra coisa", destacou essa fonte à AFP.

Segundo a RTL-TVI, ela queria encontrar um recrutador de combatentes francófonos na Síria.

No dia 21 de agosto, o Ministério Público belga disse à AFP que sua prisão em Corfou três dias antes tinha acontecido "após a emissão de um mandato de prisão internacional dentro de um arquivo belga de terrorismo".

A jovem tinha tomado uma balsa da Itália para o porto grego de Igoumenitsa, segundo a agência de notícias grega ANA. Ela foi presa na noite de 18 de agosto, após um alerta das autoridades italianas para as gregas.

Mohamed Abrini, originário, como sua prima, de Molenbeek, no subúrbio de Bruxelas, é o principal suspeito nas investigações dos atentados de Bruxelas, que deixaram 32 mortos em março de 2016 e foram reivindicados pelo Estado Islâmico.

Preso duas semanas mais tarde, ele reconheceu ser "o homem do chapéu", que depositou uma mala com bomba no aeroporto de Zaventem, mas foi embora antes de dois outros terroristas explodirem o material.

Ele também é incriminado por seu envolvimento presumido na logística dos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris, com 130 mortos. Amigo de infância de Salah Abdeslam, o único sobrevivente dos ataques de 13 novembro, ele foi filmado em sua companhia numa estação em Oise, perto de Paris, dias antes dos atentados.

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AFP