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(Arquivo) O esqueleto usado para recostruir o "jovem de Byrsa" é visto durante exposição, em Beirute, no dia 30 de janeiro de 2014

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A primeira análise de DNA dos restos de um fenício, membro de uma das primeiras e maiores civilizações do Oriente Médio, mostrou que o homem tinha ancestralidade europeia, segundo pesquisa publicada na revista científica americana PLOS ONE nesta quarta-feira.

Uma equipe internacional de pesquisadores sequenciaram o genoma mitocondrial de um homem conhecido como "jovem de Byrsa", um fenício morto há 2.500 anos cujos restos foram encontrados na necrópole de Byrsa, na antiga cidade de Cartago, atualmente na região da Tunísia.

As conclusões sugerem que sua linhagem materna procede de algum lugar do litoral norte do Mediterrâneo, provavelmente na Península Ibérica.

A descoberta traz novas informações sobre a história dos fenícios, os quais, acredita-se, eram originários da região atualmente ocupada pelo Líbano, e depois se dispersaram sobre toda a região do Mediterrâneo.

Os pesquisadores não encontraram vínculos entre o DNA mitocondrial dos restos do fenício e o dos 47 libaneses que foram analisados no estudo.

Os fenícios, conhecidos por terem criado o primeiro alfabeto, habitaram as cidades litorâneas de Tiro, Sidón, Biblos e Arwad, no atual Líbano e no sul da Síria.

Dado que seus escritos eram feitos sobre papiros, os fenícios deixaram poucos rastros, salvo o que os eruditos gregos e egípcios escreveram sobre eles.

Os restos encontrados revelam a primeira evidência conhecida no Norte da África de um haplogrupo (grupo genético com um ancestral comum) raro europeu, conhecido como U5b2c1, segundo a autora principal do estudo, Lisa Matisoo-Smith, professora do departamento de Anatomia na Universidade de Otago, na Nova Zelândia.

"O U5b2c1 é considerado um dos haplogrupos mais antigos da Europa e está associado à população de caçadores e coletores locais", disse a pesquisadora.

AFP