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Primeira reunião oficialmente confirmada entre EUA e talibãs do Afeganistão

Forças de segurança e milícias em uma estrada de Ghazni, no Afeganistão, durante confrontos com os talibãs, em agosto de 2018

(afp_tickers)

Representantes dos talibãs se reuniram na sexta-feira no Catar com o emissário americano para a paz no Afeganistão, Zalmai Khalilzad, na primeira reunião oficialmente confirmada entre as duas partes.

"Uma delegação do gabinete político (...) se reuniu com a equipe de negociação americana liderada por Zalmai Khalilzad", assinala um comunicado do porta-voz dos talibãs, Zabihullah Muyahid, enviado neste sábado (13) à imprensa.

Contactada pela AFP, a embaixada dos Estados Unidos no Afeganistão se recusou a comentar a informação.

Khalilzad, ex-embaixador em Cabul, Bagdá e na ONU, foi nomeado em setembro passado para o cargo.

Uma primeira reunião anunciada na imprensa, e nunca desmentida pelas partes, aconteceu em Doha depois de um cessar-fogo inédito de três dias entre as forças de segurança afegãs e os talibãs.

Mas a esperança de paz foi curta e a violência, retomada.

Além disso, a diplomacia americana sempre declarou que não iria iniciar conversas diretas com os talibãs, recusando-se a substituir o governo afegão.

Os talibãs, por sua vez, recusaram a proposta de três meses de cessar-fogo do presidente afegão, Ashraf Ghani, cujo governo não reconhecem, pelo qual advogam tratar diretamente com os Estados Unidos.

"Os talibãs pretendem ser o governo legítimo expulso (em 2001) pelos invasores americanos. Essa é a sua propaganda. Portanto, acreditam que este conflito só pode ser resolvido falando diretamente com Washington", explica um representante internacional em Cabul.

- 'Fim pacífico à invasão' -

No comunicado deste sábado, as duas partes falam "de um fim pacífico à invasão do Afeganistão". A delegação talibã tachou "a presença de forças estrangeiras (no país) de grande obstáculo para uma paz real".

Os Estados Unidos fizeram uma intervenção militar no Afeganistão em 2001, após os ataques de 11 de setembro, a fim de derrubar o regime talibã que abrigava Osama Bin Laden.

"Esta reunião é um êxito para os talibãs", destaca o analista político Atta Noori. "Durante muito tempo exigiram se reunir diretamente com Washington e, finalmente, conseguiram. Poderiam eludir o governo afegão", acrescenta.

Segundo ele, "o momento da reunião é igualmente importante. Qualquer gesto político dos talibãs terá repercussão na eleição presidencial" de abril de 2019, "que poderia ser anulada ou adiada até que entrem em acordo".

De acordo com os talibãs, as duas partes "acordaram continuar essas reuniões".

O emissário americano Khalilzad voltou neste sábado para Cabul, depois de uma primeira visita no domingo passado ao Afeganistão, onde começou uma viagem que o levou ao Paquistão, aos Emirados Árabes Unidos e à Arábia Saudita.

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