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O primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi sorri em Mosul, no dia 9 de julho de 2017

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O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, afirmou nesta terça-feira que repudia toda forma de referendo sobre a independência do Curdistão iraquiano, previsto para ocorrer em menos de uma semana.

"O referendo é rechaçado, hoje ou no futuro, seja na região do Curdistão nas fronteiras de 2003 ou nas zonas disputadas", declarou aos jornalistas.

O presidente curdo, Massoud Barzani, anunciou que organizaria um referendo de independência em 25 de setembro no Curdistão. O conselho provincial de Kirkuk afirmou que a consulta se estenderia também para essa região vizinha.

Além das três províncias que formam a região autônoma do Curdistão desde a queda de Saddam Hussein, os curdos reivindicam diferentes territórios em Kirkuk, Nínive e Dyala.

Al-Abadi também deixou no ar uma ameaça de intervenção militar em Kirkuk, onde convivem curdos, árabes e turcomanos.

"Se os cidadãos de Kirkuk estão expostos ao perigo, é nosso legítimo dever impor a segurança", afirmou. "Pedi claramente à Polícia de Kirkuk que cumpra o seu dever vigiando a segurança e não se transforme em uma ferramenta (política)".

"Não deixem que Kirkuk entre no conflito", acrescentou.

Nessa cidade, a segurança está a cargo dos Asayesh (Serviços de Segurança curdos) e da Polícia Federal, que depende de Bagdá.

Após duas votações do Parlamento federal em Bagdá hostis ao referendo, a mais alta jurisdição do país decidiu na segunda-feira que suspenderia a consulta na região autônoma por inconstitucionalidade.

Barzani já afirmou que uma vitória do "sim" não levaria a uma declaração de independência imediata, mas ao início de "discussões sérias com Bagdá" para "solucionar todos os problemas".

Este referendo é principalmente, asseguram os especialistas, um meio de pressão para arrancar do governo de Bagdá concessões sobre os recursos petroleiros e finanças.

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AFP