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(Arquivo) Comandante das FDS agita a bandeira da aliança na praça Al-Naim, em Raqa, Síria

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O Exército sírio assumiu o controle total da cidade de Deir Ezzor, capital da região de mesmo nome, último grande centro urbano com a presença do Estado Islâmico (EI) na Síria.

A perda da localidade é um duro golpe para o EI, que nas últimas semanas sofreu várias derrotas na Síria e no Iraque, onde já não controla nenhuma cidade importante.

Confira abaixo os principais revezes do grupo:

- Siria -

- Kobane: Esta cidade curda na fronteira com a Turquia se tornou o primeiro símbolo da luta contra o EI, expulso em 26 de janeiro de 2015, após mais de quatro meses de combates pelas forças curdas com o apoio dos bombardeios de uma coalizão internacional dirigida pelos Estados Unidos contra esse grupo.

- Dabiq: De baixo interesse estratégico, esta localidade fronteiriça com a Turquia, perdida pelo EI em outubro de 2016, tinha uma grande carga simbólica para os extremistas. Segundo uma profecia do Islã, o Exército dos muçulmanos deveria derrotar ali os infiéis.

- Palmira: Em 2 de março de 2017, o governo sírio e seu aliado russo recuperam do EI essa cidade do centro da Síria, a qual mudou de mão várias vezes desde o começo da guerra no país em 2011. Foi conquistada pelo EI em maio de 2015, e tomada pelas forças pró-governo em março de 2016, voltando para os extremistas em dezembro. Destruíram parte de sua riqueza arqueológica incluída no patrimônio mundial da humanidade.

- Mayadin: Em 14 de outubro de 2017, as forças de Bashar al-Assad retomam Mayadin, um dos últimos bastiões do EI, situado na província de Deir Ezzor (leste). Esta província petroleira - a última da Síria ainda controlada pelos extremistas - é palco de duas ofensivas diferentes: a do governo, apoiada pela Aviação russa, a qual concentra suas operações na margem oeste do Eufrates — sobretudo, na cidade de Deir Ezzor —; e a das FDS, apoiadas pela coalizão internacional, na margem direita do rio.

- Raqa: Com o apoio dos Estados Unidos, os combatentes curdos e árabes das Forças Democráticas Sírias (FDS) lançam em novembro de 2016 uma ofensiva contra a "capital" do EI na Síria, situada no norte do país. As FDS chegam à cidade em junho de 2017 e, em 17 de outubro, anunciam ter tomado o controle da cidade após meses de combates.

- Deir Ezzor: O Exército sírio anunciou nesta sexta-feira ter tomado o controle total da cidade de Deir Ezzor, no leste da Síria.

Deir Ezzor, capital da província de mesmo nome, rica em petróleo e na fronteira com o Iraque, era a última grande cidade síria sob controle do EI.

- Iraque -

- Tikrit: De maioria sunita, a cidade é retomada em 31 de março de 2015 pelas forças iraquianas, com o envolvimento das milícias xiitas e da coalizão internacional.

- Ramadi e Fallujah: Capital da vasta província ocidental de Al-Anbar e cidade sunita situada 100 km ao oeste de Bagdá, Ramadi é reconquistada em 9 de fevereiro de 2016. A localidade vizinha de Fallujah, primeira cidade iraquiana capturada pelo EI em janeiro de 2014, é retomada em 26 de junho.

- Mossul: Depois de nove meses de combate, em 10 de julho de 2017, as forças iraquianas, apoiadas por bombardeios da coalizão internacional, tomam do EI a segunda cidade do Iraque, mais importante bastião urbano dos extremistas nesse país.

- Tal Afar: Em 31 de agosto de 2017, o primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi anuncia a tomada de Tal Afar, cidade estratégica para o EI na rota para a Síria. O poder iraquiano finaliza, assim, a reconquista da província de Nínive.

- Hawiya: Apoiadas pela coalizão, as forças iraquianas lançam na madrugada de 21 de setembro uma ofensiva contra Hawija (norte), último bastião urbano nas mãos do EI no Iraque. Na rica província petroleira de Kirkuk, a ofensiva busca retomar o controle de um vasto território que vai até o oeste de Hawija.

- As forças iraquianas lançaram em 19 de setembro uma ofensiva contra o EI no oeste da província de Al-Anbar, perto da fronteira síria. O grupo extremista ainda controla duas cidades - Rawa e, sobretudo, Al Qaim, a última localidade antes da fronteira.

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AFP