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(Arquivo) Foto tirada em 15 de agosto de 2017 mostra o presidente americano, Donald Trump, em Nova York

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Os Estados Unidos lançaram sua ofensiva militar no Afeganistão em 2001. Estas são as principais etapas da intervenção, que se tornou a guerra mais longa da história americana.

- Guerra contra o "terrorismo" -

Em 7 de outubro de 2001, menos de um mês depois dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, o presidente George W. Bush lança uma ampla ofensiva militar no Afeganistão, após a recusa do regime talibã de entregar o chefe da Al-Qaeda, Osama Bin Laden.

Em poucas semanas, as forças lideradas por Washington derrotam os talibãs, no poder desde 1996.

Os Estados Unidos apoiam os afegãos da Aliança do Norte, que lutam contra os talibãs, com equipes paramilitares da CIA e forças especiais.

Em novembro de 2001, cerca de 1.000 soldados americanos são deslocados para o terreno. No ano seguinte, esse número chega a 10.000.

- Um conflito esquecido -

A guerra no Afeganistão deixa de ser foco prioritário de atenção de Washington em 2003, quando forças americanas invadem o Iraque. Os talibãs e outros grupos islamitas se reagrupam em seus redutos no sul e no leste do país, d onde viajam facilmente a santuários em zonas tribais do Paquistão.

Em 2008, o comando americano na zona pede reforços para conduzir uma estratégia contra a insurreição. Bush aceita enviar tropas adicionais e, para metade de 2008, cerca de 48.500 militares são enviados ao território afegão.

- Pico de 100.000 soldados -

Nos primeiros meses de presidência de Barack Obama em 2009, eleito com a promessa de acabar com as guerras do Afeganistão e no Iraque, o número de soldados americanos era de aproximadamente 68.000.

Mas em 1 de dezembro, Obama anunciou o envio de outros 30.000 soldados, e em 2011 havia cerca de 100.000 militares no país com o objetivo de conter os talibãs e fortalecer as instituições afegãs.

- A morte de Bin Laden -

Bin Laden, cérebro dos atentados de 11 de setembro de 2001 que propiciaram o início da guerra, é abatido em 2 de maio de 2011 em sua operação das forças especiais americanas em sua residência em Abbottabad, Paquistão, onde vivia escondido.

- Fim do combate -

Em setembro de 2014, o Afeganistão assina um acordo de segurança bilateral com os Estados Unidos e um pacto similar com a Otan: 12.500 soldados estrangeiros, entre eles 9.800 americanos, permanecerão no país em 2015, depois de completar a missão de combate da aliança atlântica no final de 2014.

Desde o começo de 2015, as tropas americanas ficam encarregadas de duas missões: operações "antiterroristas" contra Al-Qaeda e treinamento das forças afegãs.

A segurança no país piora. Diante do ressurgimento talibã, em julho de 2016 Obama anuncia que 8.400 soldados americanos permanecerão no Afeganistão em 2017.

- Bombardeio ao hospital do MSF -

Em 3 de outubro de 2015, em pleno combate entre os insurgentes islamitas e o exército afegão com apoio das forças especiais da OTAN, um avião americano bombardeia o hospital de Médicos sem Fronteiras (MSF) na província nortenha de Kunduz. Pelo menos 42 pessoas morrem, incluindo 24 pacientes e 14 membros da ONG.

- Mega bomba contra o grupo EI -

Em 13 de abril de 2017, o Exército americano lança a maior bomba não nuclear que utilizou até agora em combate, impactando uma rede de túneis do grupo extremista Estado Islâmico (EI) no leste de Afeganistão. O ataque deixa 96 extremistas mortos.

Em julho, mata ao novo líder do EI no Afeganistão, o terceiro assassinado por Washington e Cabul.

- Nova estratégia -

Em 1 de fevereiro de 2017, um informe do governo americano aponta que as perdas das forças de segurança afegãs aumentaram 35% em 2016 em comparação com o ano anterior.

Oito dias mais tarde, o militar americano no comando da força da Otan, o general John Nicholson, adverte que precisa de mais efetivos. "Acho que estamos em um ponto morto", afirma o Congresso.

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AFP