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Uma procuradora espanhola acusou o Partido Popular (PP, conservador), no poder na Espanha, de ter-se beneficiado de fundos obtidos ilegalmente por seus funcionários eleitos nos últimos dias de um grande julgamento por corrupção que começou há um ano

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Uma procuradora espanhola acusou nesta quarta-feira (25) o Partido Popular (PP, conservador), no poder na Espanha, de ter-se beneficiado de fundos obtidos ilegalmente por seus funcionários eleitos nos últimos dias de um grande julgamento por corrupção que começou há um ano.

Em julho, o chefe do governo conservador espanhol, Mariano Rajoy, compareceu na qualidade de testemunha neste processo conhecido como "caso Gurtel", que trata de subornos a funcionários eleitos e autoridades do PP em troca de contratos públicos. Rajoy assegurou que não sabia nada sobre as finanças do partido que preside desde 2004.

A procuradora Concepción Sabadell convocou a ex-ministra de Saúde do governo Rajoy, Ana Mato, por supostos presentes dados a seu marido, Jesús Sepúlveda, na época prefeito do município madrilenho de Pozuelo de Alarcón (2003-2009).

Ficou "demonstrado que o senhor Sepúlveda cobrou comissões em consideração a seu cargo de senador, de prefeito e por sua intermediação em adjudicações públicas (...) cobranças em espécie e cobranças das quais se beneficiaram Ana Mato e o Partido Popular", concluiu a procuradora da Audiência Nacional, jurisdição que trata os assuntos político-financeiros.

Por isso, a procuradora reivindica ao PP 328.000 euros e à ex-ministra Mato 28.000.

A procuradora afirmou que este processo permitiu determinar de maneira incontestável a existência de uma caixa preta, denominada "B", dentro do PP.

"Ficou plenamente demonstrada a caixa 'B' do PP refletida nos papéis de Luis Bárcenas, com prova testemunhal, com a declaração do acusado, com prova documental e com prova pericial", apontou a procuradora.

Trinta e sete pessoas - entre eles dois ex-tesoureiros do PP - são julgados desde outubro de 2016 perto de Madri, suspeitos de ter participado na rede de desvios de fundos públicos entre 1999 e 2005, por montantes de dezenas de milhões de euros.

Os principais indiciados são Francisco Correa, empresário, e Bárcenas, ex-intendente e tesoureiro do PP, durante muito tempo muito próximo a Rajoy.

O procurador assegurou na terça-feira que o suspeito designado na contabilidade secreta da rede chamada de "Luis el cabrón" era o tesoureiro do PP. "Luis el cabrón é Luis Bárcenas", insistiu a procuradora durante a audiência que foi filmada.

O ex-tesoureiro do PP é suspeito de ter escondido até 48 milhões de euros na Suíça e dissimulou outros fundos com empresas-fachada.

O julgamento está previsto para terminar no dia 10 de novembro.

O PP havia perdido em 2016 sua maioria absoluta no Parlamento espanhol (cortes), em particular pela multiplicação dos casos de corrupção entre seus membros.

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AFP