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Procurador-geral do Peru anuncia renúncia

Manifestação pela renúncia do procurador-geral Pedro Chavarry, em 3 de janeiro de 2019. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. janeiro 2019 - 01:35
(AFP)

O polêmico procurador-geral do Peru, Pedro Gonzalo Chávarry, anunciou que nesta terça-feira apresentará sua renúncia, em meio à rejeição popular por seus supostos vínculos com a organização criminosa "Os Colarinhos Brancos do Porto" e por suas decisões contra a equipe especial do caso Lava Jato.

"Estou convocando a Junta de Procuradores Supremos para 8 de janeiro, quando por respeito à minha instituição e por amor a Deus e a minha família apresentarei minha carta de renúncia ao cargo de procurador-geral da Nação", escreveu Chávarry no Twitter.

Chávarry diz em seu comunicado que é um democrata com trajetória limpa e impecável na aplicação da Justiça.

"Sou pretexto para que continuem estes atos ilegais contra a instituição que represento como Procurador da Nação. Estou convocando a Junta de Procuradores para apresentar minha renúncia".

A demissão de Chávarry ocorre no momento em que o Congresso debate um projeto de lei apresentado pelo presidente Martín Vizcarra para declarar o Ministério Público em emergência, o que permitiria a demissão do procurador-geral e o afastamento temporário dos membros da Junta de Promotores Supremos.

Chávarry provocou a ira de diversos setores ao anular, no dia 31 de dezembro, "as designações (dos procuradores) de Rafael Vela e José Domingo Pérez para as investigações do caso Odebrecht.

Os dois procuradores voltaram às investigações 48 horas depois do afastamento, por decisão do próprio Chávarry, diante da negativa dos substitutos de assumir o caso Odebrecht.

Chávarry também é suspeito de manter ligações com o ex-juiz do Supremo César Hinostroza, suposto líder dos "Colarinhos Brancos do Porto".

Hinostroza é considerado o líder da organização criminosa e está foragido na Espanha, onde foi detido após ter seu asilo negado.

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