Navigation

Procurador pede que Guaidó seja proibido de deixar a Venezuela

O autoproclamado presidente da Venezuela e líder opositor, Juan Guaidó, fala com a imprensa em 27 de janeiro de 2019 em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. janeiro 2019 - 16:57
(AFP)

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, pediu nesta terça-feira à Justiça que proíba a saída do país e o congelamento das contas do autoproclamado presidente interino, o opositor Juan Guaidó.

"Chegamos aqui (...) para solicitar a adoção de medidas cautelares (...) que permitam: um, a proibição de sua saída do país; dois, a proibição de movimentar bens, móveis e imóveis; três, o bloqueio de suas contas", declarou Saab na sede do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

O procurador, que se define como chavista, explicou que estas medidas são parte da investigação ordenada pelo TSJ - de linha oficialista - em 23 de janeiro, mesmo dia em que Guaidó se autoproclamou, acusando o líder socialista Nicolás Maduro de usurpar o poder.

Depois de saber da medida, Guaidó afirmou que não ficou surpreso, considerando que faz parte de uma cadeia de "ameaças" contra ele e o Parlamento de maioria opositora.

"Eu não estou subestimando uma ameaça de prisão, eu não quero que isso chegue até nós. Responsavelmente digo que não há 'nada de novo sob o sol'. Infelizmente, é um regime que não dá respostas aos venezuelanos, a única resposta é a perseguição, repressão", disse ele na entrada do Palácio Legislativo.

"Mais do que uma nova ameaça à minha pessoa, a este Parlamento, à presidência a cargo da República, não há nada de novo. Eu insisto, não subestimamos as ameaças, a perseguição, mas estamos aqui, vamos continuar a exercer os poderes", acrescentou.

O líder da oposição deve liderar uma sessão em que o Congresso irá discutir o quadro legal para um governo de transição e "eleições livres", que Maduro denunciou como parte de um golpe de Estado liderado pelos Estados Unidos

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.