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Procurador peruano pede nova ordem de prisão contra Keiko Fujimori

A líder opositora peruana Keiko Fujimori, em Lima, em 17 de outubro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 19. outubro 2018 - 23:46
(AFP)

Um procurador peruano pediu nesta sexta-feira (19) uma ordem de "prisão preventiva" por 36 meses contra a poderosa líder opositora Keiko Fujimori, libertada há dois dias após ficar uma semana detida, informou a imprensa peruana.

O pedido do procurador José Domingo Perez, por lavagem de dinheiro, que deve ser aprovado por um juiz para ser executado, é dirigido contra 12 pessoas, encabeçadas por Keiko, por receber e encobrir supostas contribuições da empreiteira Odebrecht para a campanha eleitoral da filha do ex-presidente Alberto Fujimori em 2011.

A advogada de Keiko, Giuliana Loza, disse que o pedido do procurador é "um atropelo e um abuso", citada pela edição eletrônica do jornal El Comercio.

O procurador pediu 36 meses de prisão para Keiko, de 43 anos, que foi libertada na quarta-feira por um tribunal de apelações depois de uma semana detida por uma ordem de "prisão preliminar" emitida por um juiz, a pedido do mesmo procurador Perez, de acordo com meios de comunicação.

Essa decisão judicial foi a maior vitória política de Keiko desde que perdeu as eleições presidenciais de 2016, e agora sonha em fortalecer o fujimorismo e reunificar a sua família para competir nas eleições de 2021.

A solicitação do procurador inclui três assessores da líder opositora que estão em prisão preliminar desde segunda-feira: Ana Herz, Pier Figari e Vicente Silva Checa.

Ao ordenar a libertação de Keiko, o tribunal esclareceu que não se pronunciava sobre o mérito da acusação da Procuradoria contra ela, de usar a "estrutura" do seu partido para canalizar contribuições ilegais da Odebrecht para a sua campanha em 2011.

Após ser libertada, Keiko disse que a semana que passou na prisão "foi também uma oportunidade de começar um caminho para alcançar novamente a unidade da minha família", fazendo referência à ruptura com seu irmão mais novo Kenji, o que enfraqueceu o fujimorismo.

O partido liderado por Keiko, o Força Popular (direita populista), controla o Congresso peruano e foi o impulsionador das moções para destituir o então presidente Pedro Pablo Kuczynski, que finalmente renunciou em março por denúncias sobre suas supostas ligações com a Odebrecht.

Um ex-dirigente da Odebrecht no Peru declarou aos procuradores que deu dinheiro para as campanhas de 2006 e 2011 de Keiko e dos ex-presidentes Alan García (2006-2011), Ollanta Humala (2011-2016), Alejandro Toledo (2001-2006) e Kuczynski (2016-2018).

Tanto os ex-presidentes quanto Keiko negaram ter recebido dinheiro da Odebrecht.

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