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O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, discursa durante uma coletiva de imprensa em Caracas, no dia 31 de agosto de 2017

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O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, denunciou nesta quinta-feira um desfalque de 200 milhões de dólares em contratos petroleiros com o Estado, e acusou sua antecessora Luisa Ortega de cumplicidade por não ter investigado o caso.

A suposta fraude aconteceu pelo superfaturamento de até 230% em contratos realizados entre 2010 e 2016 na Faixa Petrolífera do Orinoco, disse Saab em entrevista coletiva.

"O dano patrimonial vinculado a esta antiga gerência (da Faixa Petrolífera), que foi removida por instruções do presidente Nicolás Maduro, abarca uma cifra próxima aos cercana aos 200 milhões de dólares", assegurou o funcionário.

A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo, e 90% dessa riqueza se concentra na Faixa do Orinoco, um território de aproximadamente 55.000 km2.

Saab esclareceu que esse valor corresponde a somente 12 contratos -adjudicados a 10 empresas- examinados em uma primeira fase da pesquisa.

"A cifra poderia aumentar, poderiam aparecer outras empresas vinculadas a este tema", apontou.

O procurador não relatou detenções por este caso, mas disse que os donos das companhias serão interrogados e que acredita na cooperação com a justiça.

Ele, eximiu de responsabilidade os diretores da Pdvsa e assegurou que a investigação avançou graças à colaboração deles.

Segundo Saab, embora Maduro tenha ordenado a investigação do caso há um ano, a ex-procurador Ortega o "engavetou" supostamente para "desviar" as averiguações.

"Você é a principal responsável do desfalque (...) porque tendo estas provas não fez nada. O que fez foi desviar a investigação para extorquir" os envolvidos, afirmou referindo-se à sua antecessora.

Ortega foi destituída no dia 5 de agosto pela Assembleia Constituinte que rege o país com poderes absolutos, quatro meses depois de pôr fim à sua militância governista por considerar que Maduro rompeu a ordem constitucional.

Há duas semanas, a ex-procuradora fugiu para a Colômbia com seu marido, o deputado chavista Germán Ferrer, denunciando uma perseguição de Maduro, que chama de "ditador".

Desde então já viajou para Brasil e Costa Rica a fim de denunciar o suposto vínculo de Maduro com o escândalo de subornos da construtora Odebrecht.

O Ministério Público acusa o marido de Ortega de liderar uma rede que extorquia da instituição empresários petroleiros corruptos, em troca de não os processar.

"Eu poderia presumir que isso (o desfalque) também faz parte da extorsão, a cobrança de comissões às empresas vinculadas", afirmou Saab.

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AFP