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Policiais colombianos são visto em El Mango, no dia 27 de junho de 2015

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A procuradoria da Colômbia inicia no final de julho em uma pequena região de Medellín a maior exumação da história do país que vive um longo conflito armado, informou neste domingo o órgão de investigação.

"No próximo 27 de julho se inicia a diligência judicial da exumação de maior magnitude na história da Colômbia, na região de La Escombrera da comuna 13 de Medellín", disse em uma entrevista publicada neste domingo no El Tiempo, Caterina Heyck, que lidera estes processos no órgão acusador.

Os investigadores consideram que este setor da segunda cidade da Colômbia abriga uma grande quantidade de corpos resultado do confronto, durante anos, entre guerrilhas de esquerda, paramilitares de direita, forças militares e quadrilhas de narcotraficantes, que atuaram na região.

As autoridades começaram a escavar para encontrar os corpos, graças a um "componente valioso de consulta com as organizações de vítimas" do conflito armado colombiano de mais de 50 anos, completou a funcionária, que insistiu que a exumação é um processo "complexo" porque "implica a localização dos familiares e exames de DNA".

Segundo Heyck, na Colômbia, o órgão acusador já exumou 5.958 corpos e destes 3.224 foram entregues aos familiares.

O conflito interno na Colômbia deixou ao menos 220.000 mortos e mais de seis milhões de deslocados, segundo números oficiais.

No entanto, não há um número unificado de desaparecidos entre os órgãos estatais, ainda que a Unidade de Vítimas fale de 20.000 e a seção de Desaparição Forçada do órgão acusador fale de 15.000, completou Heyck.

De acordo com a representante da procuradoria, a direção de Justiça Transicional desse órgão "encontrou, até a data, 4.632 fossas comuns", embora "não se saiba quantos cemitérios clandestinos existem".

Desde novembro de 2012 em Havana, o governo colombiano e a guerrilha das Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc, comunistas), promovem diálogos de paz para pôr fim ao conflito armado, embora atualmente passem por seu "pior momento", segundo afirmou em entrevista publicada neste domingo o chefe negociador oficial, Humberto de La Calle.

AFP