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Procuradoria do Panamá solicitará 8 anos de prisão para Martinelli por espionagem

O ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli chega à sede do Sistema Penal Acusatório na Cidade do Panamá, em 21 de julho de 2021 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. julho 2021 - 20:53
(AFP)

A procuradoria panamenha vai pedir oito anos de prisão contra o ex-presidente Ricardo Martinelli por suposta espionagem de opositores, no novo julgamento iniciado nesta quarta-feira (21), de um caso pelo qual já havia sido absolvido.

Martinelli chegou à audiência, na sede do Sistema Penal Acusatório da Cidade do Panamá, no carona de um carro luxuoso, do qual saiu com um andador.

O ex-presidente, de 69 anos, enfrenta acusações pela suposta prática de dois crimes: interceptação de telecomunicações e monitoramento, perseguição e vigilância sem autorização judicial.

“As provas são irrefutáveis” contra Martinelli, disse a promotora Diana Callender durante a apresentação do caso.

“A pena máxima é de quatro anos para cada crime, portanto ele pode enfrentar a pena máxima de 8 anos e é isso que temos em mente”, disse à AFP o procurador superior, Ricaurte González.

Segundo as denúncias, Martinelli teria ordenado ao aparato de inteligência do Estado panamenho que espionasse, entre 2012 e 2014, cerca de 150 opositores de seu governo.

O ex-presidente já havia sido julgado neste caso em 2019 e a promotoria solicitou 21 anos de prisão pela suposta prática de quatro crimes de espionagem e peculato.

"Este é um julgamento político que já foi julgado, não fui acusado, já está prescrito e, no entanto, eles querem politicamente zombar disso", disse Martinelli ao chegar ao tribunal.

Martinelli, um magnata bilionário dos supermercados, conquistou a presidência em 2009 com um forte discurso contra a classe política e a corrupção.

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