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O líder destituído da Catalunha Carles Puigdemont, em Bruxelas, em 31 de outubro de 2017

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A Procuradoria pediu a emissão de uma ordem de captura europeia contra o presidente catalão destituído Carles Puigdemont e quatro de seus conselheiros (ministros) que não compareceram para depor nesta quinta-feira em Madri como suspeitos de rebelião e sedição, informou uma fonte judicial.

A Procuradoria da Audiência Nacional solicita especificamente que as ordens sejam direcionadas às autoridades da Bélgica, onde "se encontram ou ao menos para onde viajaram" os envolvidos, indica o documento ao qual a AFP teve acesso.

A juíza deve decidir agora se aceita o pedido.

Outros nove integrantes do governo destituído compareceram para depor nesta quinta-feira: a Procuradoria solicitou para oito deles prisão preventiva incondicional, enquanto o nono poderá evitar a prisão com o pagamento de fiança.

A Procuradoria da Audiência Nacional, um alto tribunal especializado em casos complexos, alega que Puigdemont e os quatro conselheiros ignoraram as reiteradas convocações e ligações telefônicas.

Além disso, indica que tanto Puigdemont como os conselheiros Antonio Comín e Meritxell Serret pediram para depor "por videoconferência, mas sem oferecer dado algum sobre seu atual paradeiro".

Na Audiência Nacional estavam convocados para depor nesta quinta-feira os 14 integrantes do governo catalão na qualidade de investigados por rebelião, sedição e desvio de fundos por seu papel na proclamação da república catalã em 27 de outubro, ao que o governo central de Mariano Rajoy respondeu com a destituição do Executivo catalão e a dissolução do Parlamento regional.

As acusações incluem delitos muito graves e podem resultar em penas de até 30 anos de prisão.

"Estas convocações acontecem em um processo sem base jurídica, que busca apenas punir ideias", denunciou Puigdemont em um comunicado divulgado antes das audiências.

"Não vai a Madri, propôs um interrogatório aqui na Bélgica", explicou ao canal público catalão TV3 o advogado belga de Puigdemont, Paul Bekaert.

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AFP