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Funcionários da Procuradoria Geral da Venezuela se manifestam em Caracas em 19 de junho de 2017

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A Procuradoria venezuelana denunciou um general da Força Armada por supostas violações de direitos humanos durante quase três meses de protestos opositores contra o presidente Nicolás Maduro, informou o organismo nesta quinta-feira.

O general Antonio Benavides Torres, que até 20 de junho foi comandante da Guarda Nacional, enfrenta acusações por "graves e sistemáticas violações aos direitos humanos", segundo um boletim do Ministério Público.

O oficial deverá comparecer a uma audiência na próxima quinta-feira. Anteriormente, ela estava marcada para quarta-feira, 5 de julho, mas como este dia é feriado na Venezuela - declaração da Independência - a Procuradoria mudou para quinta-feira.

Trata-se do militar de mais alta patente a ser acusado por supostos abusos durante as manifestações nas quais, de acordo com o Ministério Público, morreram 23 pessoas aparentemente pelas mãos de policiais e militares.

Benavides Torres foi retirado do cargo por Maduro um dia depois da morte de Fabián Urbina, um manifestante de 17 anos que levou um tiro à queima-roupa de um militar em meio a um protesto perto da base aérea La Carlota, em Caracas.

A Guarda Nacional, um dos componentes da Força Armada, e a Polícia Nacional são as duas instituições encarregadas de conter as manifestações, que já deixaram 81 mortos e centenas de feridos e detidos.

A oposição assinala Benavides Torres e o ministro do Interior, general Néstor Reverol, como os maiores repressores nas marchas que exigem a saída de Maduro mediante eleições gerais.

O presidente socialista colocou Benavides Torres à frente de um órgão público da capital.

Ao anunciar a denúncia, a Procuradoria informou que realiza 450 investigações por violações de direitos fundamentais, incluindo lesões causadas pelas forças de segurança a 853 pessoas.

Também foi "evidenciado o emprego excessivo da força no uso de armas de fogo não autorizadas, tratamentos cruéis e torturas a pessoas detidas, assim como invasões sem ordem judicial e danos à propriedade", acrescentou este órgão investigador.

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AFP