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Bananas da Chiquita Brands International são vendidas em um mercado de Washington, capital dos Estados Unidos.

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A Chiquita Brands International rejeitou nesta quinta-feira uma oferta de compra por US$ 611 milhões, proposta por dois grupos brasileiros, por considerá-la "insuficiente", informou o comunicado da empresa, que negocia a fusão com a distribuidora de frutas europeia Fyffes.

O conselho de Chiquita Brands International recusou os 13 dólares por ação, totalizando a oferta de 611 milhões de dólares da empresa de sucos Cutrale e do Banco Safra.

"A oferta é insuficiente e não responde aos interesses dos acionistas da Chiquita", disse o comunicado. "A Chiquita decidiu não dar informações nem negociar por enquanto com os grupos Cutrale e Safra".

O conselho afirmou que continuará apoiando a fusão com a Fyffes, o que criaria a maior produtora de banana do mundo, com uma receita anual de 4,6 bilhões de dólares. Com a operação, a Chiquita vai poder mudar sua sede para a Irlanda, onde pagaria menos impostos.

Um encontro entre os acionistas da Chiquita e da Fyffes para discutir e votar o assunto está programado para o dia 17 de setembro.

A rejeição do conselho à oferta brasileira parece deixar as portas abertas para uma proposta mais audaciosa. As duas empresas argumentaram que este seria o melhor negócio para os acionistas.

As ações da Chiquita passaram a ter perdas de até 17% após o anúncio de possível fusão com a Fyffes. Com a oferta brasileira, na segunda-feira, os papéis tiveram alta de mais de 30%.

Desde então as ações foram negociadas a 13 dólares, sugerindo que que os investidores aguardam uma oferta melhor. Nesta quinta-feira, a ação da Chiquita foi cotada a 13,50 dólares.

AFP