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Agentes da policía durante protesto em Lima, no dia 24 de agosto de 2017

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Centenas de professores e sindicatos, que realizavam uma mobilização, foram dispersados nesta terça-feira pela Polícia com bombas de gás lacrimogêneo quando tentavam chegar ao Congresso para pedir a solução a suas demandas.

"Queremos solução e não repressão", gritavam os professores que foram impedidos pela polícia durante o protesto. A greve, iniciada em 15 de junho, já dura mais de dois meses e atinge 3,5 milhões de alunos de 19 regiões do país, mais de 70% das escolas de educação pública do país, segundo o Ministério da Educação.

A Confederação Geral de Trabalhadores do Peru, principal sindicato do país, marchou pelas ruas do centro de Lima junto aos professores em apoio a suas demandas. A manifestação causou grande congestionamento.

Na tentativa de conter o protesto, a polícia também usou um caminhão para dispersar os manifestantes. No entanto, os docentes responderam lançando objetos.

A greve é apoiada por vários braços regionais do Sindicato Unitário de Trabalhadores do Peru (Sutep) e exige um aumento do piso salarial para 4.050 soles e a derrogatória da carreira pública magisterial, entre outras exigências.

O ponto-chave da negociação é o pedido dos grevistas para acabar com as avaliações de rendimento dos professores, alegando que correm o risco de perder o posto em caso de não ser aprovado.

"Temos ante o povo uma ministra que quer avaliar educadores profissionais. Uma ministra que para onde olhe demonstrou total incapacidade na gestão e na administração do setor da educação", disse Pedro Castillo, dirigente dos docentes grevistas.

"Continuaremos com a greve e os protestos enquanto não forem resolvidas por completo as reivindicações", afirmou.

A ministra da Educação, Marilú Martens, afirmou à imprensa que a maior parte das demandas foi solucionada e que o problema é a avaliação de rendimento dos professores.

"O governo não vai ceder nas avaliações, de todas as formas serão realizadas", enfatizou.

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AFP