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A presidente argentina, Cristina Kirchner, é vista em 11 de abril de 2015, no Panamá

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Um promotor argentino recusou nesta segunda-feira dar prosseguimento à denuncia contra a presidente Cristina Kirchner por suposto encobrimento de ex-funcionários iranianos no atentado contra a associação judaica Amia, em mais um revés no caso apresentado pelo finado procurador Alberto Nisman.

A denúncia foi formulada por Nisman quatro dias antes da morte do procurador, encontrado com um tiro na cabeça em seu apartamento em Buenos Aires, em janeiro passado, em um incidente investigado como suicídio, suicídio induzido ou homicídio.

Nos últimos três meses, a denúncia de Nisman contra Kirchner tramitou em distintas instâncias da Justiça argentina.

"Como se vê, não é possível avançar nas propostas processuais de alguns fatos da denúncia porque tais fatos não configuram crime", assinalou o promotor Javier De Luca no site Fiscales.gob.ar.

No final de março, a I Sala da Câmara Federal de Buenos Aires confirmou a decisão do juiz federal Daniel Rafecas de rejeitar a denúncia de Nisman, reapresentada por seu sucessor, o promotor Gerardo Pollicita.

Nisman acusou Kirchner, o chanceler Héctor Timerman e pessoas ligadas ao governo de conspirar para encobrir ex-alto funcionários iranianos suspeitos do ataque em 1994 contra a associação judaica AMIA, em Buenos Aires, que deixou 85 mortos e 300 feridos.

AFP