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A promotora argentina Viviana Fein, responsável pelo caso da morte do promotor Alberto Nisman, em Buenos Aires, no dia 22 de janeiro de 2015

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A justiça argentina preservou adequadamente o local da morte há quase cinco meses do promotor Alberto Nisman, que acusou a presidente Cristina Kirchner de acobertar o Irã no atentado à sede da Associação Mutual Israelense Argentina (AMIA) em 1994, ponderou nesta segunda-feira a promotora do caso.

"A cena realmente não foi contaminada. Foi devidamente preservada. Só estiveram presentes os funcionários da polícia científica e a médica legista", declarou a promotora Viviana Fein à rádio Voreterix FM.

A promotora foi questionada sobre a possível adulteração de provas, denunciada no domingo por um programa de televisão do Canal 13.

O programa revelou trechos de um vídeo da polícia do procedimento na casa de Nisman, no qual se vê o que parece ser um perito limpando parte do sangue que manchava a pistola calibre 22 usada para disparar o tiro fatal.

"A arma não foi totalmente limpa, e foi utilizado papel higiênico. Logicamente, a arma precisava ser manipulada para descobrir o calibre e sua numeração", disse Fein.

Nisman foi encontrado morto em 18 de janeiro com um tiro na cabeça no banheiro de seu apartamento.

O promotor investigava há uma década o atentado à sede da Associação Mutual Israelense Argentina (AMIA), que deixou 85 mortos e 300 feridos em 1994, em Buenos Aires.

Quatro dias antes de morrer, Nisman havia denunciado a presidente Cristina Kirchner e seu ministro das Relações Exteriores, Hector Timerman, de tentar encobrir ex-altos funcionários iranianos acusados de envolvimento no ataque à AMIA.

A arma que matou o promotor, uma Bersa calibre 22, foi emprestada por um de seus colaboradores, Diego Lagomarsino, único acusado no caso.

AFP