Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Forças de segurança de Bangladesh levam Sohel Rana ao seu julgamento em Dhaka, no dia 29 de agosto de 2017

(afp_tickers)

A Justiça de Bangladesh condenou, nesta terça-feira, o proprietário do Rana Plaza, onde, em 2013, aconteceu um dos piores acidentes industriais da história, a três anos de prisão por corrupção, disse à AFP o promotor do caso.

Essa condenação é por um caso distinto do processo em aberto por assassinato, ligado diretamente ao desabamento da confecção, em que morreram mais de 1.130 pessoas na periferia de Daca.

Acusado de não ter declarado sua fortuna pessoal a uma comissão anticorrupção, Sohel Rana foi condenado à pena máxima por esse delito.

"É a primeira vez que ele é condenado e preso" desde a tragédia, declarou à AFP o promotor Salahuddin Eskander.

Sohel Rana e outros 37 acusados pelo desabamento de Rana Plaza podem ser condenado à pena de morte se forem declarados culpados de assassinato. Contudo, ainda não foi fixada uma data para este julgamento.

Os suspeitos são acusados de terem mentido sobre a segurança do edifício. Milhares de operários foram obrigados a entrar no prédio para trabalhar, apesar de alguns terem mostrado sua preocupação com as fissuras aparentes da estrutura.

Rana tornou-se o inimigo público número um em Bangladesh e foi detido dias depois na fronteira com a Índia.

O drama de 24 de abril de 2013 revelou o lado sombrio da subcontratação de funcionários por grandes marcas ocidentais neste país, consequência de uma corrida para reduzir os custos de produção numa economia globalizada.

Bangladesh é o segundo maior exportador de produtos têxteis do mundo, atrás apenas da China. O setor gera 30 bilhões de dólares anuais no pobre país do sul asiático, com suas 4.500 fábricas - das quais apenas algumas centenas cumprem as normas de segurança necessárias.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP