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Milhares de estudantes protestaram no Chile contra a corrupção e por uma reforma do ensino no país, em 16 de abril de 2015

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Milhares de estudantes protestaram nesta quinta-feira, no Chile, contra a corrupção e por uma reforma do ensino no país.

Exibindo cartazes e bandeiras, os estudantes ocuparam as ruas de Santiago, Valparaíso e Concepción para manifestar sua indignação diante dos recentes casos de corrupção que abalam o país.

"É preciso dizer basta à corrupção", disse Valentina Saavedra, presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (Fech), uma das organizações promotoras do protesto.

Em Santiago, a Alameda Bernardo O'Higgins foi ocupada por cerca de 150 mil estudantes, segundo os organizadores do protesto, ou 40 mil, de acordo com a polícia.

Entre os milhares de cartazes, alguns pediam a "saída de todos (os políticos)", refletindo a indignação entre os estudantes com os recentes escândalos de corrupção.

"Estamos aqui por estas notícias de corrupção (...)", disse à AFP María Paz, diante do Palácio do Governo em Santiago.

No final do protesto, manifestantes encapuzados enfrentaram a polícia com paus e pedras, e os agentes reagiram com jatos d'água e bombas de gás lacrimogêneo.

Os incidentes provocaram a prisão de 134 manifestantes e ferimentos em sete policiais.

O filho mais velho da presidente do Chile, Michelle Bachelet, depôs na segunda-feira passada na procuradoria da cidade de Rancagua, no âmbito da investigação por um milionário negócio de especulação imobiliária.

Sebastián Dávalos Bachelet e sua mulher, Natalia Compagnon, são investigados pelo "eventual uso de informação privilegiada" e "tráfico de influências" ligados à compra de terrenos na cidade de Machalí (sul) que depois foram vendidos a um preço maior por uma mudança prevista no uso dos solos.

Para fazer a transação, Dávalos e Compagnon se reuniram com um dos donos do Banco do Chile e um dos homens mais poderosos do país, Andrónico Luksic, que concedeu o crédito de 10 milhões de dólares que permitiu a compra dos terrenos.

O negócio foi feito por meio da empresa Caval, da qual Compagnon é dona em 50% e Dávalos atuava como gerente de projetos até a chegada de sua mãe ao poder, em março de 2014.

AFP