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Manifestante participa de protesto contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas, no dia 29 de junho de 2017

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Um jovem de 25 anos morreu nesta terça-feira em distúrbios durante protestos contra o governo de Nicolás Maduro em Caracas e várias cidades do país, elevando a 91 o número de óbitos em três meses de protestos.

A Procuradoria confirmou a morte de Engelbert Duque, de 25 anos, em uma manifestação na localidade de Táriba, no estado de Táchira, em circunstâncias que estão sendo investigadas.

Dirigentes opositores denunciaram também que grupos armados ligados ao governo bateram e atiraram nos manifestantes em distintas áreas do centro e oeste de Caracas.

"Grupos paramilitares dispararam e lançaram fogos de artifício contra a entrada do Hospital das Clínicas de Caracas [onde os manifestantes se protegiam]; três feridos", assegurou em um vídeo no Twitter o deputado opositor José Manuel Olivares.

Em Chacao, leste de Caracas, grupos de trabalhadores saíram de seus escritórios para se unirem ao chamado "trancazo" - bloqueio de ruas e avenidas - como parte dos protestos que exigem a saída de Maduro do poder.

Jorge Mora, um desempregado de 42 anos, disse à AFP que se juntou ao protesto porque está cansado de procurar comida no lixo para se alimentar.

"Sou a realidade da miséria que estamos vivendo. Todos os dias saio para procurar emprego e não existe. Graças a você, senhor presidente, tenho que me meter na miséria de um saco de lixo por comida podre", disse sobre Maduro.

Perto de Mora, várias pessoas conversavam na Avenida Francisco de Miranda, como se fosse um parque ou uma praça.

"Conseguimos o que queríamos, que a Venezuela parasse. Se for necessário sair todos os dias vamos fazer, quantas horas forem necessárias, até que a ditadura caia", assegurou à AFP Dairim Medina, de 21 anos.

AFP