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O presidente destituído da Catalunha, Carles Puigdemont, em Bruxelas em 31 de outubro

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O presidente catalão destituído Carles Puigdemont atacou nesta terça-feira os líderes da União Europeia, questionando-os se vão continuar a ajudar o chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, no "golpe de Estado" contra sua região, sob tutela de Madri.

"Vão aceitar o resultado da votação dos catalães [nas eleições regionais de 21 de dezembro] ou vão continuar ajudando Rajoy neste golpe de Estado restringindo liberdades?" - questionou Puigdemont em um discurso diante de 200 prefeitos catalães que viajaram a Bruxelas.

"É essa a Europa que vocês propõe aos cidadãos?!" - perguntou Puigdemont em discurso dirigido ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e ao titular da Eurocâmara, Antonio Tajani.

Puigdemont foi aplaudido pelos prefeitos aos gritos de "Presidente!", em seu primeiro discurso desde que a justiça belga decretou sua liberdade condicional, enquanto aguarda a decisão sobre o pedido da Espanha para que seja entregue.

O governo catalão de Puigdemont se encontra desmembrado entre Bélgica e Madri, onde oito de seus colaboradores estão detidos preventivamente com base em uma investigação de rebelião e malversação, após a declaração unilateral de independência.

Com o executivo catalão dissolvido, é o governo de Rajoy que agora controla esta região de 7,5 milhões de habitantes, até a realização de novas eleições, no dia 21 de dezembro.

Desde o referendo de autodeterminação celebrado em 1º de outubro contra a decisão da justiça espanhola, a UE tem se unido em apoio a Madri e à Constituição espanhola, apesar dos esforços dos dirigentes separatistas em internacionalizar o conflito.

A ida de Puigdemont e de parte de seu executivo para Bruxelas há oito dias foi mais uma tentativa de levar a crise catalã para fora da Espanha.

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AFP