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(Arquivo) Presidente russo Vladimir Putin

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assegurou que só encontrou rapidamente com o ex-assessor de segurança nacional, Michael Flynn, segundo trechos de uma entrevista que irá ao ar neste domingo.

Embora Putin e Flynn tenham se sentado um ao lado do outro durante um jantar em Moscou em 2015, o mandatário russo minimizou seu contacto com Flynn, que foi demitido em fevereiro depois que reconheceu ter ocultado conversas com o embaixador russo Sergey Kislyak.

Em entrevista ao canal NBC, Putin afirma que aquele jantar de 2015 foi apenas rotina. "Fiz meu discurso. Depois falamos de alguns temas. Me levantei e fui embora. Depois me disseram: 'Sabe, havia um cavalheiro americano que estava envolvido em algo. Ele costumava ser parte dos serviços de segurança'", relatou o governante russo.

"Isso é tudo", disse Putin, que falou na entrevista com auxílio de um tradutor. "Quase nem falei com ele. Pouco conheço Flynn".

Fotografias desse jantar mostram Putin e Flynn dividindo a mesa para dez pessoas durante um evento organizado pela rede de televisão russa RT.

Entre os outros convidados estavam Jill Stein, o candidato presidencial pelo Partido Verde, e Cyril Svoboda, o ex-vice-primeiro-ministro tcheco.

Os contatos de Flynn e o círculo próximo de Trump com as autoridades russas e banqueiros geraram um escândalo que resultou na abertura de várias investigações nos Estados Unidos, especialmente depois que agências de inteligência concluíram que hackers russos se entrometeram na eleição presidencial de novembro.

Quando o comitê de inteligência do Senado solicitou em maio a Flynn que desse uma lista de seus contatos com funcionários russos durante a campanha presidencial e a transição de poderes, o então assessor de segurança evocou seu direito de não gerar provas contra si e rejeitou o pedido.

Trump defendeu Flynn, argumentando que ele é alvo de uma "caça às bruxas".

O ex-diretor do FBI, James Comey, demitido por Trump, será interrogado por senadores na quinta-feira sobre uma reunião no Salão Oval em fevereiro, na qual -segundo o ex-diretor- Trump lhe pediu para interromper a investigação sobre Flynn e seus possíveis vínculos com Moscou.

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