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Pedestres caminham em frente à tela em Tóquio, em 4 de julho de 2017, que mostra o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, após lançamento de míssil balístico intercontinental

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O míssil balístico intercontinental da Coreia do Norte é capaz de carregar uma "carga grande e pesada", afirmou a agência oficial norte-coreana nesta quarta-feira, acrescentando que o confronto com os Estados Unidos entrou em sua "fase final".

Citando o líder Kim Jong-Un, a Korean Central News Agency afirmou que o confronto com os Estados Unidos entrou em sua "fase final".

Depois de supervisionar o lançamento pessoalmente, Kim disse, segundo a KCNA, que "os bastardos americanos não vão ficar muito contentes com esse presente enviado pelo aniversário de 4 de Julho". Rindo, o líder norte-coreano acrescentou que "deveria enviar presentes de vez em quando para ajudá-los a sair do tédio".

O míssil, lançado nesta terça-feira em um momento decisivo nas ambições armamentistas de Pyongyang, seria capaz de alcançar o Alasca, de acordo com especialistas.

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, confirmou que a Coreia do Norte fez, pela primeira vez, um teste de míssil balístico intercontinental.

"Os Estados Unidos condenam fortemente o lançamento pela Coreia do Norte de um míssil balístico intercontinental. Testar um ICBM representa uma nova escalada na ameaça aos Estados Unidos, aos nossos aliados e parceiros, à região e ao mundo".

O secretário acrescentou que os Estados Unidos "nunca aceitarão uma Coreia do Norte armada com aparato nuclear".

A Coreia do Norte possuir uma tecnologia de ICBM - progresso que o presidente Donald Trump prometeu que "não iria acontecer" - representa um marco para o regime comunista.

Também poderia alterar radicalmente a ação dos países que buscam frustrar os objetivos militares deste Estado isolado.

Em sua declaração, Tillerson chamou o governo de Pyongnyang de "um regime perigoso" e disse que Washington tomará "fortes medidas" no Conselho de Segurança da ONU para responsabilizar os norte-coreanos pelo teste.

AFP