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Um grupo de homens busca vítimas sob os escombros de um prédio, após ataque aéreo em 29 de setembro, em Harim, na província síria de Idlib

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Pelo menos 28 civis morreram na noite de sexta-feira (20) em ataques aéreos na província síria de Idlib (noroeste), zona de distensão do nordeste do país - informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Quatro crianças estão entre as vítimas desses bombardeios contra a localidade de Armanaz, relata o OSDH. Ainda não se sabe se os ataques foram lançados pelo governo de Bashar al-Assad, ou por seu aliado russo.

Sexta-feira também foi um dia letal na região da Guta Oriental, onde pelo menos 21 civis - metade crianças - morreram, vítimas de disparos de artilharia por parte do governo, relatou o OSDH.

Em maio, a província de Idlib foi escolhida para ser uma das quatro "zonas de distensão" na Síria, em virtude de um acordo entre os aliados do governo - como a Rússia - e os dos rebeldes - como a Turquia.

O balanço de mortos de Armanaz é o pior já registrado nessa província desde o início do ano, afirmou o diretor do OSDH, Ramy Abdel Rahman, à exceção de um ataque com gás sarin que teria sido cometido pelo governo contra a localidade de Khan Sheikhun. Nesse episódio, em abril passado, foram 83 mortos, segundo a ONU.

"Depois de um primeiro ataque aéreo, registrou-se um segundo no mesmo lugar durante as operações de salvamento", afirmou Abdel Rahman, advertindo que o número de vítimas pode aumentar.

Mais 13 civis também foram mortos na sexta-feira em bombardeios contra outras localidades da província de Idlib, conforme o OSDH.

Esses ataques aéreos acontecem depois do anúncio feito na quinta-feira por Turquia e Rússia sobre o reforço de sua cooperação para "tornar operacional" a zona de distensão de Idlib. Ela ainda não está realmente em vigor.

Além da província de Idlib e da Guta Oriental, as outras duas zonas de distensão são Homs (centro) e o sul.

Há várias semanas, Damasco e Moscou lançam letais bombardeios sobre essa província controlada, em grande parte, pelos extremistas do antigo braço da Al-Qaeda na Síria, mas onde também se encontram grupos rebeldes.

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AFP